Morreram 48 pessoas, quase todas com mais de 70 anos. Não fugiram do fogo, foram surpreendidas e estavam a tentar salvar os seus bens. Entre a tarde de 15 de outubro e a madrugada de 16 de outubro, as chamas queimaram o equivalente a dez mil campos de futebol por hora. O que aconteceu podia ter sido prevenido, escrevem os autores de um relatório entregue esta terça-feira no Parlamento. Havia informação que permitia preparar devidamente o combate às chamas, lê-se no texto, que diz ainda que a população não foi devidamente socorrida (os peritos falam mesmo em “dramático abandono”)