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Октябрь
2018

Crise econômica e novos hábitos levam baladas de SP a fecharem suas portas

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Folha 
?Um dos vocalistas do The Libertines, Carl Barât escolheu a Funhouse para se divertir quando veio a São Paulo, há dez anos. Na ocasião, entre drinques e aditivos, o ícone da música alternativa do início do milênio deixara a festa só no dia seguinte. Eram tempos em que o caldeirão da noite paulistana fervia todos os finais de semana.

No centro da cidade, os grupos eram dos mais variados. Punks, emos, roqueiros, clubbers e indies vagavam por um cenário rico como poucas. Mas os tempos mudaram.

No ano passado, o clube fechou as portas, seguindo o rastro de casas que marcaram época e lançaram tendências de moda e comportamento, atraindo artistas de fora até então inéditos por aqui. 

A lista de casas que fecharam é extensa. Além da Funhouse, morreram a Clash, que tinha a música eletrônica underground como carro-chefe, a Inferno, que passava pelo hard rock dos anos 1970, e outras inspiradas no underground britânico, como a Astronete, na rua Augusta, e a V.U., fechada há três semanas.

Gabriel Gaiarsa, que por dez anos comandou a Clash, diz que é impossível falar do esvaziamento das casas noturnas sem antes lembrar como a crise econômica dificultou a sobrevivência delas. Mas ele também cita mudanças comportamentais na juventude que provocaram o fenômeno.  Leia mais (10/13/2018 - 16h00)



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