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Ноябрь
2025

Saiba o que não revelaram sobre a operação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro

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Serenados, ainda que apenas parcialmente, os ânimos quanto à operação que as polícias estaduais do Rio de Janeiro executaram, em fins do mês passado, nas comunidades da Penha e do Alemão, podem-se fixar alguns fatos, indiscutíveis porque comprovados, quanto a tudo que ocorreu. Vamos a eles, despidos de qualquer viés político.

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A incursão foi legal, para cumprir decisões judiciais de prisão e de busca, e foi executada por quem de direito, isto é, a Polícia Civil e a Polícia Militar do Estado. Visava a principal facção narcotraficante do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho.

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A facção criminosa reagiu de imediato à presença das forças policiais, com alto poder de fogo: fuzis, metralhadoras, drones, granadas etc.

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Os combates redundaram numa verdadeira operação de guerra, comparável às que são vistas hoje nas zonas mais conflagradas do mundo, como na Faixa de Gaza. A sua letalidade comprova essa afirmação: Pelo menos 120 mortos, sendo quatro deles policiais.

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Toda a operação foi de responsabilidade do Estado do Rio de Janeiro. Instado a colaborar, o governo federal, como já ocorrera outras vezes, se omitiu. Entrevista do diretor-geral da Polícia Federal, em presença do ministro da Justiça e Segurança Pública deixou bastante clara a omissão e constrangeu o ministro Ricardo Lewandowski, que mais uma vez demonstrou sua inadequação para ocupar a função.

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A insurgência das forças políticas de esquerda contra a operação, manifestada pelo presidente da República, por ministros, parlamentares, imprensa e aderentes era já esperada, dado serem permissivas com o tráfico, por razões ideológicas. Ela foi bastante clara, até estridente, mas não causou surpresa.

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Existem muitas razões para essa leniência, que vem do nascimento do Comando Vermelho, o qual tem ligação umbilical com os movimentos mais radicais de esquerda. O Comando Vermelho (CV), inicialmente denominado Falange Vermelha, nasceu no Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, por volta de 1974.

Militantes de esquerda presos por sequestros e assaltos a bancos durante o regime militar conviveram com bandidos comuns, a quem transmitiram seus conhecimentos de planejamento de ações violentas e organização estrutural de entidades clandestinas, adquiridos em Cuba. Daí surgiu a facção, e o “Vermelho” no nome. Seus fundadores são dessa época, como José Carlos dos Reis Encina, o “Escadinha”, e Rogério Lengruber, o “Marechal”. A ligação é umbilical.

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Em que pesem a enormidade da operação e os resultados advindos, como a neutralização de mais de uma centena de traficantes, a prisão de outras dezenas, a apreensão de armamento pesado etc., um dos objetivos básicos falhou. O líder do Comando Vermelho, Edgard Alves de Andrade, o “Doca”, conseguiu escapar ao cerco.

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Entre o farto armamento apreendido, a maioria, como se sabe, oriunda do contrabando paraguaio, havia armas venezuelanas e colombianas. Estas podem ter sido “presente” das milícias da Venezuela e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Estas últimas, como sabido, já treinaram traficantes brasileiros do Comando Vermelho e do PCC. Ao contrário do que apregoa o ministro da Justiça, não havia armas de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (Cacs), no arsenal apreendido.

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É do conhecimento geral das autoridades policiais dos Estados que o grosso do armamento usado pelo tráfico (bem como as peças para sua montagem) entra legalizado no Paraguai, vindo dos EUA ou da Europa, tem sua numeração raspada e é contrabandeado para as facções brasileiras.

A polícia paraguaia já fechou empresas que adotavam esse procedimento. É impossível que as autoridades do governo federal não saibam disso, a menos que sejam ainda mais incompetentes do que se pensa.

Uma pergunta: por que o governo federal não estabeleceu até hoje, nestes 20 anos, um entendimento com o governo paraguaio para cessar essa manobra? Lembremos a proximidade de Lula da Silva e Dilma Rousseff com o país vizinho, quando presidido pelo “companheiro” Fernando Lugo, bispo comunista e petista honorário.

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Integrantes das comunidades – cumplices, certamente – recolheram corpos que não haviam sido encontrados pelos policiais e os exibiram numa praça, mas antes os despiram das fardas camufladas (o que foi filmado) para dar a entender que não se tratava de traficantes. A justiça impediu – é inexplicável – que se investigasse o ocorrido.

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Pesquisa realizada no Rio de Janeiro nos dias posteriores (pelo instituto Paraná Pesquisas) mostra uma aprovação maciça (perto de 70%) pela população carioca à ação policial determinada pelo governo estadual. Nas favelas cariocas, a aprovação foi maior: 88% (pesquisa Atlas Intel).

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Ministras do governo Lula da Silva (Macaé Evaristo, dos Direitos Humanos, e Anielle Franco, da Igualdade Racial, e deputadas conhecidas, da esquerda mais radical (Benedita da Silva e Jandira Feghali), visitaram as comunidades e condenaram a operação.

Lamentaram as mortes dos traficantes (mas não as dos policiais). Em sua posse como ministro lulista, Guilherme Boulos pediu um minuto de silêncio pelos traficantes mortos.

Lula da Silva classificou a operação como “matança”. Quer estabelecer uma “bolsa traficante” para as famílias dos bandidos mortos. Demonstraram todos, de maneira clara, estar ao lado do tráfico, e não das forças da Lei. E exibiram um desprezo enorme pelas famílias dos policiais mortos, que caíram em meio ao seu trabalho honesto, perigoso e desprendido, os que zelavam pela segurança dos que não têm outro tipo de defesa que não a polícia.

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A gravidade do crescimento do crime organizado, que veio com os governos de esquerda, tem muito a ver com a complacência de Executivo, Legislativo e Judiciário federais com a criminalidade. Como as limitações impostas à polícia para exercer sua função (não sobrevoar comunidades e não executar operações sem conhecimento judicial), saidinhas garantidas, progressões de penas, audiências de custódia, habeas-corpus facilitados, inimputabilidade de menores, políticas de desencarceramento e liberação de drogas e um sem-número de outras ações que vitimizam marginais e demonizam policiais.

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O ministro Alexandre de Morais, pelo STF, manifestou-se não com apoio, mas com exigências críticas, até intimidatórias, ao governador Claudio Castro. E o ministro já defendeu a polícia, no STF, contra as investidas de seu colega Edson Fachin. Aliás, é ex-secretário de Segurança (em São Paulo).

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Para terminar: o Brasil é o único país no mundo que tem um quarto de sua população vivendo sob leis de organizações criminosas, com todas as suas horrendas consequências sociais.

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