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Investigado por auxiliar na expansão do jogo do bicho irá para prisão domiciliar

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Decisão da 4ª Vara Criminal de Competência Residual autorizou que o Samuel Ozório Junior cumpra prisão domiciliar com monitoração eletrônica até a realização de perícia médica oficial. Ele é um dos denunciados da 4ª fase da Operação Successione, deflagrada em 25 de novembro, que apura a atuação do grupo liderado pela família Razuk na exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. No despacho publicado nesta quinta-feira (8) no Diário da Justiça, o juiz determinou a realização de exame pericial para avaliar se Ozório Junior está “extremamente debilitado por motivo de doença grave”, identificar eventuais limitações e verificar se há possibilidade de tratamento adequado no sistema prisional. Até a conclusão do laudo, o investigado permanecerá em casa, com uso de tornozeleira eletrônica, proibido de manter contato com outros denunciados e de sair do domicílio sem autorização judicial, salvo em caso de emergência médica. Após a juntada do laudo, as partes serão intimadas e o processo retorna para nova análise do magistrado Atuação - Segundo a investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Samuel Ozório Junior é apontado como integrante direto da organização criminosa liderada por Roberto Razuk e seus filhos (o deputado estadual Neno Razuk e os empresários Rafael e Jorge Razuk), com forte atuação em Dourados, mas que estava trabalhando na expansão dos negócios. A investigação sustenta que Ozório atuou de forma “estável e consciente” entre pelo menos 2019 e novembro de 2025, cumprindo funções dentro da divisão interna de tarefas do grupo, sempre voltadas à exploração ilegal do jogo do bicho. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) atribui a ele a participação reiterada na manutenção e no funcionamento da jogatina, agindo em concurso com outros denunciados, auxiliando para estabelecer o jogo do bicho em Campo Grande. Ainda conforme a denúncia, a atuação dele não se restringia à contravenção penal, mas se inseria em um contexto mais amplo de organização criminosa armada, envolvida também em crimes como lavagem de dinheiro e corrupção, que teria continuado em atividade mesmo após fases anteriores da Operação Successione. A 4ª fase da Operação Successione foi deflagrada no dia 25 de novembro, com cumprimento de 20 mandados de prisão. Segundo as investigações, o esquema mantinha o jogo ativo por meio de corrupção, roubos, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional. A polícia afirma que o grupo atuava com ramificações em MS e ampliava operações para outros Estados, como Goiás, onde pretendia assumir o controle do jogo do bicho.



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