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Valorização do cinema brasileiro vem de fora para conquistar os daqui de dentro

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Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil brilhou aos olhos do mundo quando falamos em audiovisual. Neste domingo, 11, O Agente Secreto conquistou dois Globos de Ouros nas categorias melhor filme de língua não-inglesa e melhor ator em filme de drama pela atuação de Wagner Moura. O resultado reforça que, apesar das adversidades, o cinema brasileiro prova ao mundo a expertise que possui para criar histórias capazes de comover todos os continentes. 

O longa estrelado dirigido por Kléber Mendonça Filho quebrou um hiato de 27 anos sem vitórias na categoria de melhor filme de língua não-inglesa no Globo de Ouro. O último longa brasileiro que venceu essa categoria foi Central do Brasil, em 1999. Essa foi a primeira vez que um produto brasileiro conquista dois Globos de Ouro em uma mesma premiação. 

É inegável que isso acende a chama de esperança para que o filme também seja indicado a categorias do Oscar. Os nomes indicados serão divulgados no dia 22 de janeiro, e sinaliza a  fase final de votação.

O Agente Secreto vem repetindo o feito de Ainda Estou Aqui, que comemorou a vitória de Fernanda Torres como a melhor atriz em filme de drama no ano passado. No Oscar, o Brasil fez bonito ao ganhar como melhor filme internacional e torceu muito pela indicação de melhor atriz, mas a brasileira acabou perdendo para Mikey Madison, que estrelou o longa Anora. Entretanto, mesmo não trazendo a estatueta para a casa, Fernanda Torres saiu vencedora ao se igualar à mãe, Fernanda Montenegro, que foi indicada ao Oscar por sua atuação em Central do Brasil, em 1999, além de ser ovacionada pelo povo brasileiro.

Mas o que aconteceu para esse boom de reconhecimento dos filmes brasileiros em grandes festivais? Houve uma valorização do cinema brasileiro por parte dos compatriotas ou as histórias estão com mais qualidade? Na minha visão, o Brasil ainda pena quando fala de um consumo massivo da sua população sobre produções originais. Temos obras primorosas no audiovisual, de todos os gêneros possíveis. Quem não se lembra de Tropa de Elite (2007) e da sua sequência realizada em 2009. O Beijo da Mulher Aranha, de 1985, que contou com uma atuação majestosa de Sônia Braga, nome que já foi indicado três vezes ao Globo de Ouro. A própria Central do Brasil, Lisbela e o Prisioneiro, O Auto da Compadecida, entre outros títulos que podemos ficar horas e horas aqui. 

Na avaliação do professor de História e Crítica de Cinema pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Lisandro Nogueira, os prêmios ajudam a lembrar que o Brasil sempre produziu obras de excelência mesmo quando esteve fora do radar dessas grandes premiações. Mas ele alerta que o cinema brasileiro corre risco com o PL nº 8.889, de 2017, conhecido como PL dos Streamings, que tem como objetivo a regulamentação das plataformas sobre demanda. Para ele, o projeto pode levar com que as empresas escolham minuciosamente o que será produzido nacionalmente. Dessa forma, todo o segmento ficará submetido às grandes plataformas, retirando a autonomia do cinema brasileiro. 

A resistência no segmento é diária, pois o audiovisual passa por sucateamento diante do ínfimo incentivo e, já não bastasse todo o perrengue, ainda sofre com uma demonização por parte de extremistas nos últimos anos que utilizam de fake news para distorcer o objetivo e funcionamento de um dos poucos artifícios para captação de recursos para manter a cultura viva neste país de dimensões continentais, como a Lei Rouanet. 

A valorização do cinema brasileiro vem de fora, para conseguir conquistar os que aqui dentro estão. A impressão que passa é que a síndrome de vira-lata ataca mais uma vez. Só damos atenção aos nossos quando os lá de fora aplaudem. E isso é triste. Pois a valorização da cultura deveria acontecer de maneira natural, já que, sem cultura, somos um povo sem identidade. E, sem identidade, somos indigentes. 

Leia mais: Quando a inteligência artificial vira ameaça à democracia

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