Disputa interna no PSD: Vilmar Rocha nega conflito com Vanderlan, mas admite “insatisfações internas”
Em meio a especulações sobre um conflito interno pela liderança do partido, Vilmar Rocha (PSD) negou desavenças com Vanderlan, mas admitiu “insatisfações internas”. Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, o ex-deputado federal e fundador do PSD em Goiás falou, nesta quinta-feira, 15, sobre os rumos da legenda, as articulações para 2026 e sua própria posição no cenário político. O dirigente destacou que, neste momento, a prioridade do partido é a formação das chapas proporcionais.
Vilmar afirmou que a informação sobre uma suposta disputa entre seu grupo e o de Vanderlan não procede. “Essa informação que chegou aí para você não é correta. Até porque ontem mesmo eu estive com o Senador Vanderlan. A prioridade do partido agora é ver a questão das chapas de deputado estadual e deputado federal, porque elas têm que estar formatadas, as pessoas têm que estar filiadas até 31 de março, 4 de abril. Essa é que é a prioridade agora: é a formação das chapas de deputado estadual e de deputado federal”, disse.
Ele reconheceu que há insatisfações internas, mas reforçou que o foco deve ser a montagem das chapas. “Nós temos agora é que preocupar com a formação de chapa”, apontou.
Entre os nomes citados para a disputa de deputado federal, Vilmar destacou Ismael Alexandrino (PSD). “O primeiro nome que a gente tem, no caso de deputado federal, é do deputado Ismael Alexandrino, porque ele já é do partido e a primeira coisa é a gente manter quem já está, né? Para depois ir atrás de novos”, afirmou.
Ele também mencionou Gustavo Mendanha, que se filiou ao PSD, mas estaria insatisfeito. “Parece que não deu certo, ele está insatisfeito”, disse.
Sobre Mayara Mendanha, Vilmar disse não ter informações específicas. A preocupação, segundo ele, é garantir que a chapa tenha condições de alcançar o coeficiente eleitoral. “No caso do Ismael [Alexandrino], ele quer ser candidato a deputado federal, mas para eleger um deputado federal, o partido tem que somar de 170 mil a 180 mil votos. Então tem que ter muitos candidatos para chegar a isso”, destacou.
No plano estadual, Vilmar revelou a tendência majoritária do PSD. “A tendência do PSD, da maioria do PSD, é fazer aliança com o MDB e com o União Brasil. Ou seja, apoiando a candidatura do Daniel Vilela. Essa é a tendência de hoje majoritária no partido. Mas naturalmente, como ainda está longe a convenção, não há decisão ainda. Então isso vai ser mais na frente. Mas hoje a tendência majoritária do partido é essa”, pontuou.
Sobre sua própria candidatura, Vilmar disse que só decidirá em março. “Primeira coisa é o seguinte: eu só vou decidir se eu vou ser candidato em março. E se eu vou ser e a que. Porque tem que esperar o quadro das definições partidárias e tal ficar mais claro. E eu acho que só no final de março que o quadro ficará mais claro. Aí é que a gente tem condições de decidir se vai ser candidato e a quê”, explicou.
Ele garantiu, no entanto, que participará ativamente da política em 2026, seja como candidato ou não. “Agora, sendo candidato ou não, eu vou participar ativamente da política em 2026, tanto a nível aqui de Goiás quanto a nível nacional”, afirmou.
Vilmar também reafirmou sua permanência no PSD. “Eu não pretendo, eu vou continuar no PSD. Até porque eu sou fundador do partido a nível nacional e fundador a nível estadual. Fui o primeiro presidente e fiquei aqui por 12 anos na direção do partido. Então eu não pretendo, naturalmente, sair. Vou continuar no PSD. Vou participar da eleição agora, não sei se como candidato ou não”, disse.
No cenário nacional, Vilmar defendeu que o PSD precisa assumir uma posição clara. “Na sucessão presidencial, ele tem que tomar uma decisão. Não pode ficar em cima do muro. As pessoas não gostam disso. Você tem que assumir uma posição, tem que se posicionar. E no PSD a nível de Brasília está um pouquinho dividido, porque tem uma parte do partido que apoia o Lula. Mas a grande maioria não apoia. E eu acredito que nós temos que ficar numa candidatura a presidente alternativa ao Lula e ao PT. Eu mesmo estou nesta, né? Tem que se criar uma alternativa. Se for o Tarcísio, candidato, ok; se for o Ratinho, ok; se for o Ronaldo aqui, ok. Mas tem que ser uma candidatura… o partido, o PSD, tem que apoiar uma candidatura diferente da candidatura do PT, diferente da candidatura do Lula”, afirmou.
Vilmar ressaltou que sua atuação política não se limita a candidaturas. “Primeiro, acompanho a agenda nacional e participo dela escrevendo. Tenho publicado diversos artigos ao longo de 2025 em jornais. Segundo, concedendo entrevistas em rádios. Dou entrevistas com frequência para emissoras do interior. Terceiro, por meio das redes sociais. Tenho uma presença muito forte nas plataformas digitais. E, quarto, por meio de palestras. Já realizei palestras em todo o estado, em universidades, entre outros espaços. Então, vou continuar participando desse debate e me engajar em uma candidatura à Presidência que não seja a do PT, que não seja a de Lula. A candidatura mais competitiva que houver, eu vou apoiar”, contou.
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