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Comurg entre o ajuste fiscal e o desafio permanente da zeladoria urbana

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A apresentação feita pelo prefeito Sandro Mabel (UB) sobre a situação da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) traz um conjunto de números que merece atenção cuidadosa, sem triunfalismo e sem desqualificação automática. Os dados indicam, de fato, um esforço consistente na reorganização de um dos maiores gargalos da administração pública da Capital. Durante décadas, a empresa foi sinônimo de desequilíbrio financeiro, insegurança jurídica e pressão permanente sobre o caixa da prefeitura.

A redução de aproximadamente 85% do passivo financeiro, de cerca de R$ 2,4 bilhões para pouco mais de R$ 366 milhões, não é um dado trivial. Trata-se de uma renegociação ampla, envolvendo débitos tributários federais, FGTS, acordos trabalhistas e precatórios, com parcelamentos longos e redução expressiva de multas e encargos. Em termos fiscais, isso muda o patamar de risco da companhia e, sobretudo, reduz o grau de incerteza que sempre rondou as contas do município quando o assunto era a Comurg.

Também é relevante o enxugamento da estrutura administrativa. A redução de cargos de liderança, o corte no número de diretorias e a reorganização de benefícios históricos, como o adicional por quinquênio, apontam para uma tentativa de corrigir distorções internas que se acumularam ao longo de décadas. A economia anual projetada, próxima de R$ 189 milhões, ajuda a explicar como a companhia chegou ao atual discurso de equilíbrio operacional.

Desafio agora é a zeladoria impecável

No entanto, é preciso cautela ao transformar equilíbrio contábil em sinônimo de solução definitiva. A afirmação de que a Comurg não dependerá mais de aportes da Prefeitura é relevante, mas ainda precisa ser testada na prática, ao longo do tempo, em especial diante de oscilações de receita, custos operacionais e da própria capacidade da empresa de ampliar sua carteira de clientes fora do contrato tradicional com o município.

Mais do que isso, há um ponto que permanece sensível e que não pode ser eclipsado pelos números: a zeladoria urbana. Para o cidadão, pouco importa se a empresa equilibrou balanços — se a limpeza, a coleta, a manutenção de praças e vias não forem percebidas de forma clara no cotidiano da cidade. Goiânia ainda convive com reclamações recorrentes sobre lixo, capina irregular, desgaste de espaços públicos e falhas na prestação de serviços básicos. Esse é o teste mais visível, e mais exigente, da reestruturação anunciada.

A recuperação fiscal da Comurg, se confirmada de forma sustentável, é um passo importante para a saúde das contas públicas e para a redução de riscos institucionais do município. Mas ela não encerra o debate. Pelo contrário: inaugura uma nova fase, em que eficiência financeira precisa caminhar junto com eficiência operacional, transparência contínua e melhoria concreta dos serviços prestados à população.

O post Comurg entre o ajuste fiscal e o desafio permanente da zeladoria urbana apareceu primeiro em Jornal Opção.




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