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Por que parar com a obsessão por estar ocupado e reaprender o tédio

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Sabe aquele incômodo ou inquietação que aparece quando a vida finalmente deixa você não fazer nada? Apesar de muitos saberem o que é o tédio, poucos de fato convivem com ele. E pior, acreditam que uma vida longe do sentimento é uma vida melhor e mais produtiva. Para te mostrar que você não precisa lotar seu dia de coisas a cada minuto só para não sentir o “vazio” de não fazer nada, o Lado B trouxe a psicóloga Cristiane Lang. Mas já adiantamos: o assunto é fácil de “escutar”. É preciso reaprender a sentir o tédio. No meio de tanta correria e pressão para todos os lados, é difícil quem não encara o tédio como um “jogar o tempo no lixo”. Aqui é que a cabeça faz um nó, porque a expressão “matar o tédio” é, na verdade, prejudicial. De acordo com Cristiane, isso acontece porque é justamente nele que a melhora acontece, que a criatividade surge e a mente desacelera. Agora fica a questão: você consegue aproveitar o tédio? Parece até uma pergunta simples, mas, para muitas pessoas, qualquer tempo livre sem afazeres vira problema. É preciso ser sincero, o tédio incomoda mesmo. Ela explica que pode dar ansiedade, vontade de pegar o celular, ligar a TV, inventar uma tarefa qualquer, mas que, depois de cutucar, ele acolhe. “O tédio não é ausência, é território. A gente desaprendeu a viver o tédio. Não apenas a suportar, mas a reconhecer como parte essencial da vida e, especialmente, dos relacionamentos. Hoje, qualquer espaço vazio vira incômodo. Qualquer silêncio e intervalo precisa ser ocupado, mesmo sem necessidade. Como se ficar sem fazer nada fosse sinal de desleixo, desinteresse ou falta de amor”. Ela pontua que, nos relacionamentos, a dificuldade de viver o tédio aparece quando não conseguimos simplesmente estar. Estar juntos sem planos, sem telas, sem conversas performáticas, sem a obrigação de transformar cada encontro em algo memorável. “É no ‘não fazer nada’ que o vínculo se revela. Quem não tolera o tédio costuma confundir presença com estímulo constante, e isso cansa. É justamente nesses tempos vazios que a gente se entende melhor. Quando não estamos ocupados demais, o que foi sentido encontra espaço para ser processado. O corpo desacelera. O tédio cria um ritmo mais humano”. E se engana quem acha que o tédio não faz diferença. Cristiane explica que a criatividade, não só artística, melhora muito. Mas não só ela. A criatividade emocional também, que é a condição de enxergar novas formas de conversar, de demonstrar afeto, de resolver conflitos. “Quando tudo é preenchido, não sobra espaço para criar nada novo. A repetição automática substitui a escolha consciente. Muita gente ocupa cada parte do dia não porque precisa, mas porque não sabe ficar consigo mesma ou com o outro sem distrações. Outras vezes, não é nem excesso de tarefas, mas falta de organização emocional. Ela enche todo o tempo para não lidar com algo que evita”. E como voltar a viver o tédio? Em primeiro lugar, é preciso reaprender a pausa, se forçar a não fazer nada por alguns minutos, ficar sem nenhum estímulo, seja música, televisão, livro ou celular. Depois, aumentar o tempo e estipular um horário para fazer isso no dia. “Se acostumar com o tédio não acontece de forma imediata, porque fomos treinados por anos a evitar isso. O caminho começa pequeno. O tédio deixa de ser um vazio ameaçador e passa a ser um espaço habitável. Não existe um prazo exato, mas a adaptação costuma acontecer em semanas, não em dias. Para quem vive em constante ocupação, pode levar de duas a quatro semanas para que o ‘não fazer nada’ comece a gerar calma em vez de angústia”. Com a prática, períodos mais longos se tornam possíveis e até desejáveis. O que antes parecia insuportável passa a ser necessário. Nos relacionamentos, esse treino é ainda mais delicado. Ficar em silêncio juntos, dividir o tempo sem fazer nada, respeitar o ritmo do outro exige confiança. “Quando o tédio deixa de ser evitado, ele vira intimidade. É um sinal de que não é preciso performar o tempo todo para sustentar a conexão. É aceitar que nem tudo precisa ser preenchido para ter valor. E, aos poucos, perceber que aquilo que parecia vazio era, na verdade, espaço”.



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