Você conhece alguém que usa caneta emagrecedora sem acompanhamento médico?
Você conhece alguém que usa caneta emagrecedora sem acompanhamento médico? O noticiário recente mostra que o fenômeno deixou de ser raridade e entrou no repertório de irregularidades de fronteira e contrabando que desafiam autoridades e põem vidas em risco. Na rota de Ponta Porã, na faixa de fronteira com o Paraguai, a Polícia Federal flagrou uma carga com 175 canetas emagrecedoras contrabandeadas sem qualquer documento ou comprovação de origem legal. Produtos estavam avaliados em cerca de R$ 142 mil e o motorista foi preso em flagrante. Além disso, fiscalizações nos Correios de Campo Grande identificaram milhares de embalagens de tirzepatida, semaglutida e outras substâncias usadas nessas “canetas” e ampolas, despachadas por remessas informais e sem registro sanitário. A SES (Secretaria Estadual de Saúde) alertou que medicamentos desse tipo sem prescrição, sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e comercializados por canais informais representam risco grave à saúde, incluindo infecções e intoxicações. A fronteira com o Paraguai virou rota para brasileiros buscarem versões de canetas emagrecedoras que, lá, podem ser compradas sem a mesma fiscalização sanitária brasileira. Versões sem regulamentação são traficadas e vendidas em redes sociais e grupos de mensagens, alimentando um mercado “paralelo” fora de qualquer controle médico.