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Arroba do boi sobe e desce em ciclos que refletem decisões tomadas no campo

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Em Mato Grosso do Sul, a variação no preço da arroba do boi está diretamente ligada ao ciclo pecuário, um processo marcado por decisões produtivas que só impactam o mercado meses ou até anos depois. Embora a demanda por carne permaneça relativamente estável, a oferta de animais para abate varia conforme o comportamento do produtor. Como a produção bovina depende de um intervalo biológico longo, a resposta do setor não é imediata, o que explica a alternância entre fases de alta e de baixa nos preços.  Diego Guidolin, consultor em pecuária do Departamento Técnico da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), afirma que diferente de outros setores esse intervalo biológico longo "faz com que decisões tomadas hoje só tenham reflexo no mercado anos depois".  Essa dinâmica fica clara ao observar a relação entre o abate de fêmeas e o preço do bezerro em Mato Grosso do Sul. O Gráfico 1 mostra que, nos períodos em que o abate de fêmeas aumenta, o preço do bezerro tende a cair no curto prazo, reflexo da maior oferta de animais. A decisão, porém, tem efeitos que vão além do momento imediato. Na fase de baixa do ciclo, a desvalorização da arroba estimula o descarte de matrizes. Como o preço do bezerro acompanha o valor do boi gordo, o setor de cria é pressionado, desestimulando a retenção de fêmeas. O aumento do abate eleva temporariamente a oferta de carne, ajudando a manter os preços contidos. Segundo a assessoria de imprensa da Famasul, no médio e longo prazo, no entanto, esse movimento se inverte. A redução no número de fêmeas compromete a produção de bezerros, um processo que envolve cerca de nove meses de gestação e mais sete a nove meses até o desmame. Ao todo, são necessários de 18 a 20 meses para que a menor oferta de animais de reposição comece a ser sentida pelo mercado. É justamente essa escassez que marca o início da fase de alta do ciclo pecuário. O Gráfico 2 evidencia que a valorização do bezerro costuma anteceder a alta da arroba do boi, sinalizando a redução da oferta futura de animais prontos para abate. Com o custo de reposição mais elevado, recriadores e terminadores veem suas margens pressionadas. À medida que esses animais chegam à idade de abate, a menor disponibilidade de bovinos passa a ser percebida pelos frigoríficos, que precisam pagar mais pelo boi. Esse movimento impulsiona a valorização da arroba e consolida a fase de alta do ciclo. Com os preços em alta, o comportamento do produtor muda novamente. A valorização dos animais de reposição estimula a retenção de fêmeas para reprodução, reduzindo o abate de matrizes. Passados cerca de 20 meses, essa decisão resulta em aumento da oferta de bezerros, conduzindo gradualmente o mercado de volta a uma nova fase de baixa. “A decisão de abater ou reter fêmeas é o principal motor do ciclo pecuário. Diferentemente do abate de machos, que afeta apenas a oferta imediata de carne, o descarte ou a retenção de matrizes define a capacidade futura de produção do sistema”, destaca Guidolin. Ciclo pecuário -  No Brasil, o ciclo pecuário completo costuma durar de 6 a 10 anos, com cada fase, alta ou baixa, se estendendo por períodos de 3 a 5 anos. Fatores como clima, custos de produção, crédito e mudanças no mercado podem acelerar ou retardar esse movimento, mas não alteram sua lógica estrutural. De acordo com a Famasul, compreender esse ciclo é fundamental não apenas para produtores, mas também para quem acompanha o setor e o mercado de carne.  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .



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