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Calor não impediu foliões de conferir sambas-enredos no Porto Geral

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A alta temperatura no entardecer do domingão não desanimou o corumbaense descer as ladeiras para o porto geral, onde uma galera já tomava conta da prainha para banhar-se no Rio Paraguai. Afinal, a motivação para o “sacrifício” tinha um sentido duplo: passear em família e assistir à apresentação dos sambas-enredos de oito das dez escolas de samba que desfilarão nos dias 15 e 16 de fevereiro, na Avenida General Rondon. Sucesso no ano passado, a iniciativa da prefeitura e da LIESCO (Liga das Agremiações) se repetiu, reunindo milhares de pessoas na concha acústica situada em frente ao majestoso casario do Porto Geral. Os corumbaenses e turistas (a maioria bolivianos) chegaram mais cedo para apreciar o pôr do sol. Em famílias, incluindo os pets, idosos, jovens e crianças tomaram conta do espaço, na expectativa de ver sua escola cantar o samba de 2026. “É só chamar e o povo vem...”, diz o carnavalesco Zezinho Martinez, presidente da Liesco, preocupado com os ajustes do som para começar o show. “Aqui está um exemplo do amor do corumbaense pelo carnaval, sobretudo o samba. O sol está a pino e ninguém reclama, quer mais é samba no pé. Essa apresentação dos sambas-enredos é uma ideia da gente popularizar o samba enredo, que o samba fique na boca e na cabeça das torcidas”, aponta. Orgulho da gente Orgulho da gente - Para os mestres de bateria, intérpretes, ritmistas e passistas, o encontro também é fundamental para os ajustes a poucos dias dos desfiles. São unânimes em afirmar que é um ensaio diferente do que é realizado diariamente nas escolas. ] O que aconteceu na noite de ontem envolve a vibração do público, que aplaudiu e cantou as novas canções, as quais falam de temas diversos – do jogo de apostas à sustentabilidade, escravidão, sonhos e misticismo. “Essa reunião das escolas de samba tem um significado muito amplo, primeiro trazer o samba de raiz para esse espaço (a orla, os casarões, o rio, o pôr do sol...), que é único e do qual devemos ter orgulho”, se expressou Wanessa Rodrigues, presidente da Fundação de Cultura do Pantanal. “É um esforço coletivo, do poder público e das agremiações, para cada vez mais integrar as comunidades, mostrar o trabalho muito além dos barracões.” Quando a noite chegou, com uma forte brisa vinda do Pantanal espantando os pernilongos, o show das baterias das escolas de samba energizou o ambiente e o público vibrou com as apresentações, cuja abertura foi feita pela Estação Primeira do Pantanal.  A presença das rainhas de baterias, passistas e mestres-salas e porta-bandeiras deu um brilho especial, levando o samba no pé para o centro do espetáculo. Os intérpretes abriram a garganta! O evento durou mais de quatro horas. Depois da Estação Primeira, se apresentaram, pela ordem, a Vila Mamona, Major Gama, Caprichosos de Corumbá, A Pesada, Mocidade da Nova Corumbá, Acadêmicos do Pantanal e Império do Morro (campeã de 2024).  Nos próximos dias 7 e 8 de fevereiro, as escolas voltam a se encontrar com seu público e os turistas durante o ensaio técnico, na passarela do samba. Agora, o objetivo é aferir o sistema de som digitalizado. Confira a programação oficial do carnaval de Corumbá abaixo:



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