Família denuncia assédio contra atleta de 13 anos que representou o Atlético-GO em campeonato em SP
A família de um atleta de 13 anos que representou o Atlético Goianiense em um campeonato disputado em Itapetininga, no interior de São Paulo, denunciou nas redes sociais que o adolescente foi vítima de assédio dentro de um alojamento durante a competição. A denúncia já acumula mais de 6 milhões de visualizações no TikTok.
A denúncia foi feita publicamente por Camila Marque, madrasta do atleta, que utilizou as redes sociais para relatar o episódio. Segundo ela, o jovem, que mora e atua em um clube do Rio de Janeiro, foi convidado a integrar a delegação que representou o time goiano no torneio.
De acordo com Camila, o adolescente chegou a São Paulo no dia 11 de janeiro, após cerca de 24 horas de viagem de ônibus. No alojamento inicial, cerca de 40 crianças dormiam no chão. A família arcou com despesas de passagem, alimentação e hospedagem. Como os pais não puderam acompanhar o atleta, uma funcionária do casal ficou responsável por acompanhá-lo durante a viagem.
Segundo o relato, um homem identificado como Wagner, que teria intermediado a ida dos atletas do Rio de Janeiro, se apresentou no local como diretor do Atlético-GO.
Ainda de acordo com a madrasta, na madrugada seguinte houve uma confusão no alojamento. O adolescente relatou que um homem, apontado como motorista do ônibus da delegação, entrou no local durante a noite, fumando, e abordou de forma agressiva a funcionária que acompanhava os atletas, exigindo que ela deixasse o espaço.
Após o episódio, Camila disse que orientou o enteado e a funcionária a deixarem o alojamento e se hospedarem em um hotel. Segundo ela, houve resistência por parte da organização, com a alegação de que quem saísse poderia ser excluído da competição.
Posteriormente, o grupo foi encaminhado para outro local, um salão paroquial de uma igreja da região, onde também eram realizadas as refeições dos atletas. Nesse ambiente, segundo a denúncia, teria ocorrido o assédio.
Camila afirma que o adolescente relatou ter sido alvo de comentários sobre seu corpo por um homem, descrito como cozinheiro, com idade estimada entre 30 e 40 anos, que também dormia no local. Ainda segundo o relato, o homem teria seguido o adolescente até o banheiro durante a noite. O atleta conseguiu gravar parte da conversa em áudio e, depois, relatou o ocorrido à família.
O adolescente contou que se trancou em uma cabine do banheiro e permaneceu ali por vários minutos, enquanto o homem conversava do lado de fora. Após conseguir sair, o jovem teria corrido para o salão principal.
A madrasta afirma ainda que Wagner, que teria se apresentado como dirigente, teria ameaçado o adolescente para que não contasse o que teria ocorrido.
Nota do Atlético-GO
Em nota, o Atlético Clube Goianiense informou que tomou conhecimento das denúncias e repudiou “com a máxima veemência” qualquer forma de assédio moral ou sexual contra crianças e adolescentes, além de atitudes homofóbicas, racistas, machistas ou xenofóbicas.
O clube esclareceu que o convite ao atleta partiu de uma escolinha franqueada e que o responsável legal pela unidade estava acompanhando a delegação. Apesar de não ter ingerência administrativa direta sobre a gestão das franquias, o Atlético-GO afirmou exigir padrões elevados de cuidado, segurança e respeito no trato com menores de idade.
A nota informa ainda que, ao tomar conhecimento do caso, o clube designou o vice-presidente executivo e o departamento de psicologia para acolher a família e apurar os fatos. O Atlético-GO ressaltou que os episódios relatados teriam ocorrido fora de suas dependências, em alojamentos disponibilizados pela organização do torneio, mas garantiu que irá colaborar com as autoridades para o esclarecimento do caso e eventual responsabilização dos envolvidos.
“O Atlético Goianiense reafirma sua solidariedade ao atleta e a seus familiares e continuará acompanhando o caso com o rigor que a situação exige”, conclui a nota.
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