Agentes do grupo de elite da Polícia Nacional e do Ministério Público do Paraguai fizeram pente-fino na Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero na manhã desta quinta-feira (5). As equipes entraram na unidade ainda durante a madrugada, à procura de cinco pistolas que desapareceram da sala de armas do presídio. O presídio é ocupado principalmente por traficantes e pistoleiros que atuam na linha internacional entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã. Fora de uso, as pistolas seriam devolvidas ao patrimônio da Polícia Nacional, mas desapareceram no fim de semana. Nesta quarta-feira (4), o Ministério da Justiça do Paraguai exonerou o diretor do presídio, Adán Jesús González Álvarez, e nomeou como interventor o coordenador de Alto Risco Penitenciário, Christian Ronaldo Ortiz Claverol. Quatro agentes penitenciários que estavam de serviço no dia do desaparecimento das armas estão presos preventivamente. O comissário Osval Lesme Mendoza, diretor da Polícia Nacional no departamento de Amambay, informou que as buscas de hoje ocorreram no pavilhão S, após o serviço de inteligência apontar que as pistolas estariam em poder dos internos desse setor. Entretanto, nenhuma das armas foi encontrada. A principal suspeita dos investigadores é que as armas tenham sido entregues a membros de facções criminosas recolhidos na penitenciária. O presídio tem histórico de rebeliões e fugas em massa, a maior delas em janeiro de 2020, quando 75 presos fugiram por um túnel. A maioria era ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital).