Boulos descarta aliança com Marconi em Goiás e defende candidatura do campo de Lula em 2026
Em agenda nesta quinta-feira, 26, na região noroeste de Goiânia, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, negou que a articulação eleitoral construída em Goiás pelo presidente Lula (PT) passe pela negociação com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
Boulos defendeu a inclusão do Psol na Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV. “Esse é um momento em que o Brasil precisa precisa de uma esquerda unida, de um campo progressista com com unidade e falando a mesma língua”, disse.
Para Boulos, a prioridade é “caminhar todo mundo junto para reeleger Lula, derrotar a extrema direita e o bolsonarismo no Brasil”, abraçando a diversidade de legendas mesmo com as diferenças dentro do campo progressista.,
Sem aliança pragmática em Goiás
O Jornal Opção questionou se dentro desse cenário de união ele defende a articulação de parte do próprio PT para trazer o tucano para compor na chapa para a disputa do governo estadual em Goiás. “Essa não é a articulação que tá sendo construída pelo presidente lula. A ação que está sendo construída é ter uma candidatura majoritária ao governo do estado do nosso campo, que defenda o legado do presidente Lula e contribuam nesse processo de reeleição”, completou.
A resposta menos pragmática de Boulos diverge de alguns quadros do Partido dos Trabalhadores que operam no sentido de compor com o tucanato para enfrentar Daniel Vilela (MDB) e Wilder Morais (PL). A reportagem apurou, inclusive, que uma das conjecturas defendidas por uma ala do PT é ter Edward Madureira na vice de Marconi.
Apesar disso, a ideia é rejeitada por uma parte significativa de membros da legenda e de outros partidos do campo progressista. Presidente do PT em Goiás, a deputada federal Adriana Accorsi lembra que o partido tem hoje quatro pré-candidatos ao governo em Goiás e que a definição de um nome levará em conta uma candidatura que seja “muito alinhada com o presidente Lula e com as pautas progressistas”. “Eu defendo que seja alguém do PT ou alguém da nossa linha”, afirmou.
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