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Na plataforma dessa eleição, qual será o destino de Marconi Perillo?

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A música Encontros e Despedidas, de Maria Rita, traz o seguinte trecho:

Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir!

Partindo desse início, me pego a pensar sobre um episódio que aconteceu durante a filiação do Professor Alcides e de Vilmar Mariano ao PSDB. O primeiro esteve uma “temporada” no PL, onde foi eleito deputado federal e tentou disputar a eleição de 2024 para ser prefeito de Aparecida de Goiânia. Surfou no slogan propagado por Jair Bolsonaro: Deus, Pátria e Família. No dia da votação do 1º turno, Professor Alcides foi questionado por uma repórter sobre a possibilidade de um segundo turno. Em um tom aproximado à soberba, disse que não iria ter, pois ele sairia como vencer.

A profecia, entretanto, não se concretizou. Professor Alcides foi para o segundo turno e, apesar de liderar todas as pesquisas até aquele momento, tomou uma virada e acabou ficando em segundo lugar no fim da contagem dos votos. Na votação de segundo turno, a dianteira se tornou sua grande amiga e ele perdeu as eleições para Leandro Vilela, candidato apoiado por Ronaldo Caiado, que recebeu mais de 63% das intenções de voto.

Após isso, o deputado passou a ser investigado por uma grave denúncia: era suspeito de manter um relacionamento amoroso com um adolescente de 14 anos. As apurações apontam que assessores do parlamentar teria entrado na casa do menor, roubado o aparelho celular e exigido a senha do sistema de armazenamento em nuvem para que fosse deletado quaisquer vestígios do suposto relacionamento. Alcides sempre negou as acusações.

Porém, a situação não repercutiu bem entre a cúpula do PL. Alcides ficou cada vez mais isolado dentro do partido. Até pedir para sair. Alcides chegou a dizer que foi procurado pela ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, que teria pedido para ele que não deixasse o partido, mas a decisão “dele” já estava tomada. Porém, ela negou, horas depois, que o episódio ocorrera, em uma publicação pelo stories do Instagram.

“Tem gente que veio só olhar, tem gente a sorrir e a chorar“. Foi assim que ele saiu do PL rumo ao PSDB.

Vilmar Mariano era do União Brasil, partido da base caiadista, mas não gostou de ser preterido na escolha do nome de representar o grupo na segunda cidade mais populosa de Goiás. Leandro Vilela foi alçado candidato – que, logo em seguida, se tornara prefeito. Vilmar Mariano decide apoiar Professor Alcides. Escolha errada. Viu a chance ruir de permanecer com poder na cidade. Afinal, na política, quem não está com mandato, é esquecido rapidamente. Vilmar só não conseguiu ser esquecido da mídia por um fato: a Justiça Eleitoral reconheceu que ele e a primeira-dama, Sulnara Santana, praticaram abuso de poder político ao utilizar a máquina pública para fins eleitorais. 

A sentença, assinada pela juíza Christiane Gomes Falcão Wayne, da 119ª Zona Eleitoral, apontou que o núcleo político liderado por Vilmar e Sulnara se valeu da estrutura da Prefeitura para coagir servidores comissionados. Segundo o processo, houve ameaças e exonerações reais de funcionários com o objetivo de forçar apoio político à candidatura de preferência do grupo.

Logo depois, Vilmar Mariano recebe a visita de Marconi Perillo, que o convida para ir ao partido e tentar uma vaga na Assembleia Legislativa. Vilmarzinho fica tentado pelo convite, pois sabia que estava sendo colocado de escanteio dentro do União Brasil. O que foi oficializado neste mês de março.

Durante o discurso de filiação de ambos, Marconi Perillo se valeu de 13 minutos para atacar o governo de Ronaldo Caiado. Pontuou tópicos como situação fiscal do Estado, saúde, Ipasgo, Serra Dourada e até o MotoGP foi motivo de crítica. Debochou do slogan falado por Caiado, “Arrocha, Goiás” e deu palavras pesadas para o seu governo. “Perseguição, arrogante, truculência”.

Após isso, Marconi disse que Professor Alcides, Vilmar e ele tinham “fichas limpas”. Assumiu que o projeto do PSDB tem sido de “comer pelas beiradas”. Citou que a chapa de deputado estadual já conta com 42 nomes e com os 18 para federais, na expectativa de fazer pelo menos três cadeiras na Câmara dos Deputados.

Marconi não soltou quem vai compor a chapa para Senado e para vice. Disse que é momento de “calma” e que é “para deixar eles errarem”, pois o deve dele é “acertar”. Na ocasião ainda chegou a se comparar com competidores africanos que disputam a Corrida de São Silvestre, em que, na sua visão, sempre saem nas últimas colocações e, perto da linha da chegada, vencem “os branquelos”. Mas, apesar de se chamar corrida eleitoral, não é o condicionamento físico que vai ditar o vencedor, mas, sim, capilaridade eleitoral, propostas, apoio e, não menos importante, inteligência.

O tucano ainda lembrou da filiação de Clécio Alves, que deixou o Republicanos – partido que apoia o projeto de Daniel Vilela (MDB) para governador – para ir para o PSDB. Será que um dos fatores que pesou para Clécio deixar a base foi o fato de Caiado ter apoiado Sandro Mabel? Há quem diga que a mágoa de Clécio vem do fato de Mabel ter tirado vários cargos que eram ligados a ele na Comurg… Se é verdade ou não… cala-te boca.

Outro nome que estava na ocasião era de Daniel Messac, que já foi deputado estadual e que também chegou a ser preso no desdobramento da Operação Poltergeist, que apurou a contratação de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) e da Operação Embaraço, que investigou a coação de uma testemunha do caso. Messac era suspeito coordenar a intimação da principal testemunha do processo.

Com isso, não dá para negar que Marconi está se cercando de gente que tem histórico… Me lembra aquele ditado falado pelas mães: “Diga-me com quem tu andas, que direi quem tu és”. Será que isso vai ser suficiente para lhe recolocar no Palácio das Esmeraldas? O PSDB, que por anos foi o principal antagonista do PT, vai voltar a ter esse papel, ou vai ficar, mais uma vez, como figurante nesse enredo? Já que hoje esse papel está sob responsabilidade do PL? Há quem ventile, inclusive, que a estrela vermelha e o tucano devem se unir para ir de frente com Daniel Vilela (MDB) e Wilder Morais (PL). Será que vamos ver isso acontecer em solo goiano?

Mas uma pergunta final que fica é: Marconi vai voltar para Goiás se for eleito governador? Depois de 2018, ele viveu nas terras governadas atualmente por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ocupou o cargo de conselheiro do Jockey Club de São Paulo. Ah! Quase me esqueço! O tucano foi recentemente citado em um investigação conduzida pelo portal UOL que, baseado em notas fiscais e documentos internos, descobriu que a entidade centenária recebeu R$ 83,6 milhões em incentivos fiscais que foram canalizados para uma rede de empresas com ligações familiares e políticas com Marconi Perillo.

Tem gente que chega pra ficar, tem gente que vai pra nunca mais, tem gente que vem e quer voltar, tem gente que vai e quer ficar“. Nessa plataforma, qual será a direção do tucano com essa conjuntura?

Leia também: PCC e CV: classificação como grupos terroristas tem ares de ajuda, mas contornos de oportunismo

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