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Cinco paróquias se unem e levam fiéis às ruas na Semana Santa

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Centenas de fiéis participaram, nesta quarta-feira (1º), da Procissão do Encontro, que abre a Semana Santa em Campo Grande. A celebração começou às 18h30, com saídas simultâneas de paróquias da região central, e seguiu por diferentes ruas até o encontro das imagens de Jesus e Maria no Monumento Carro de Boi, em frente ao Horto Florestal. A concentração teve início na Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio e reúne cinco paróquias da Forania Centro: Catedral, São Francisco, São José, Perpétuo Socorro e Capelania Militar Nossa Senhora das Graças. Os grupos caminham em dois sentidos, levando as imagens de Nosso Senhor dos Passos, que representa Jesus carregando a cruz, e de Nossa Senhora das Dores, até o ponto de encontro. Pároco da Catedral, padre Wagner Divino de Souza explicou que a procissão revive um dos momentos mais marcantes da fé cristã. “Esta procissão mostra o momento em que Jesus, a caminho do Calvário, encontra sua mãe. A igreja medita, a partir deste encontro, toda espécie de sofrimento humano, mas também toda espécie de esperança”, afirmou. Ele destacou que a tradição é antiga e prepara os fiéis para a principal celebração do calendário católico. “A Semana Santa é sempre memória da paixão, da morte e da ressurreição de Jesus Cristo. Esta celebração ajuda o povo a reconhecer a grandeza do gesto de Cristo por nós”, disse. O padre também detalhou a organização das paróquias no centro. “Nós nos organizamos na Forania Centro, que reúne cinco paróquias. De um lado, vem a imagem de Nossa Senhora das Dores. Do outro, levamos o Cristo carregando a cruz. E no encontro, fazemos a meditação e a pregação”, explicou. Frei Wagner José da Rosa, da Paróquia São Francisco, reforçou o sentido espiritual da celebração dentro da Semana Santa. “Nós estamos na semana maior, nos preparando para o ápice da liturgia, que é a Páscoa. Hoje recordamos o encontro de Maria com Jesus, a mãe que encontra o filho sofrendo no caminho da cruz”, afirmou. Ele ressaltou que a procissão não se limita ao sofrimento. “A gente não pode olhar só para a dor. Essa semana inteira nos conduz à ressurreição. Depois da cruz, vem a vida nova. Essa é a esperança que a igreja anuncia”, disse. O religioso também relacionou a cena bíblica com a realidade atual. “Maria representa tantas mães que sofrem hoje. Jesus assume as dores do seu povo. Esse encontro nos faz olhar para o sofrimento humano, mas também para a esperança que não termina na cruz”, afirmou. Entre os participantes, a confeiteira Fernanda Corrêa, de 52 anos, acompanhou a procissão pela primeira vez. “Eu sempre participo da Semana Santa, mas dessa procissão nunca participei. Por isso fiz questão de estar aqui”, contou. Para ela, a celebração exige envolvimento espiritual. “A gente tem que viver a paixão de Cristo, sentir com devoção. Não é um feriado, é uma Semana Santa”, disse. Fernanda participa da comunidade há 8 anos e destacou a importância da vivência coletiva. “É diferente quando você vive em comunidade. Quando precisa, as pessoas estão juntas. Isso fortalece a fé”, finalizou.



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