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Ré por matar e forjar suicídio de ex é condenada a 19 anos de prisão

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Assassina confessa do ex-marido, Juscilene da Silva Gomes, de 40 anos, foi condenada a 19 anos e seis meses de prisão por matar o ex-marido, Leonardo Carneiro de Lima, conhecido como “Léo da Lojinha”, em Chapadão do Sul, município situado a 331 quilômetros de Campo Grande. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (8), no Fórum da cidade. A pena será cumprida inicialmente em casa porque ela amamenta. O crime aconteceu na noite de 3 de agosto de 2024, na Rua Vinte e Cinco, no Centro. Leonardo, de 60 anos, foi encontrado morto, sentado em uma cadeira, com um fio no pescoço. Jucilene confessou que asfixiou o ex-marido e ainda tentou simular suicídio. Segundo as investigações, a mulher se apresentou à polícia no dia seguinte ao crime. Após o depoimento, equipes foram ao local e confirmaram a morte. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Costa Rica. Antes do assassinato, Jucilene publicou vídeos nas redes sociais. Nas gravações, feitas cerca de duas semanas antes, ela chorava e dizia que sofria agressões físicas e verbais. Em um dos trechos, afirmou: “Ele me mata ou eu mato ele”. Durante o julgamento, a promotora de Justiça Juliana Pellegrino Vieira sustentou a acusação com base nas provas reunidas. O conselho de sentença, formado por seis homens e uma mulher, reconheceu que o crime teve duas qualificações. A defesa apresentou argumentos ao longo da sessão, que começou pela manhã e terminou à tarde, com o anúncio da sentença. O juiz Sílvio César Prado fixou a pena em regime fechado. À época do caso, Juscilene publicou vídeo onde aparece chorando e dizendo que a vida dela era um inferno ao lado do homem. “Ele só bebe, bebe. Ele deve para um monte de agiota, deve para muita gente, deve para Chapadão inteiro. Eu sou divorciada dele e tudo, mas que minha vida virou um inferno, virou um inferno do lado dele”, diz a mulher. A gravação continua e ela desabafa. “Vocês têm o Léo como coitadinho. Como Leozinho bonzinho. Tem que levar ele para sua casa, você que tem dó dele. Leva ele para sua casa para ver quem ele é. Pergunta para os funcionários que trabalharam com ele aqui. Quantas vezes ele parou na estrada para me bater. A gente ia fazer compras e ele me agredindo”, contou a mulher que explica nunca ter contado nada para ter paz.



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