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Após jogador denunciar que foi chamado de “macaquinho”, Vila Nova e Operário se pronunciam sobre episódio de racismo

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Após o atacante Berto, do Operário, denunciar que foi alvo de racismo por um torcedor do Vila Nova após o resultado de 2 a 1 para o tigrão, os clubes divulgaram notas oficiais repudiando atos de racismo e violência ocorridos no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), em Goiânia.

Berto, que é de Cabo Verde, disse que foi chamado de “macaquinho”. Após a partida, ele foi visto chorando no vestiário.

O Vila Nova Futebol Clube afirmou que repudia qualquer forma de discriminação e violência, destacando que historicamente realiza campanhas de prevenção contra o racismo em diferentes espaços, como uniformes, estádios e ações sociais.

O clube informou que, diante da denúncia de injúria racial feita pelo atleta Berto, acionou imediatamente o policiamento do estádio e utilizou seu sistema interno de segurança e reconhecimento facial para identificar o suspeito, que foi comunicado às autoridades competentes. O Boletim de Ocorrência foi registrado junto às Polícias Militar e Civil, acompanhado por representante da instituição.

Em relação ao arremesso de objetos, o Vila Nova relatou que a conduta inicial partiu do atleta do Operário, que lançou uma garrafa de isotônico e atingiu um torcedor. Este, em reação, devolveu o objeto, que acabou atingindo o presidente do clube paranaense, que ficou caído no gramado com um corte no nariz.

O torcedor do Vila Nova sofreu lesão na boca, precisou de atendimento médico e foi encaminhado à autoridade policial. O clube reforçou que não medirá esforços para a completa apuração dos fatos e reafirmou seu compromisso com a integridade do esporte.

Já o Operário Ferroviário Esporte Clube repudiou com veemência os atos racistas sofridos por seus atletas e informou que imagens encaminhadas às autoridades evidenciam as manifestações discriminatórias. Um dos envolvidos já foi identificado e autuado em flagrante. O clube destacou que prestou apoio imediato aos jogadores e acompanhará o caso até as últimas instâncias, buscando a responsabilização dos envolvidos.

O Operário ressaltou que se trata de uma conduta individual, que não representa a instituição Vila Nova nem a maioria de seus torcedores, agradecendo à diretoria goiana pela postura colaborativa e pela solidariedade. Sobre os acontecimentos posteriores, o clube afirmou que o ambiente foi marcado por elevada tensão, circunstância que deverá ser considerada na análise dos fatos.

Ambos os clubes reafirmaram que o racismo é inaceitável e que o combate a essa prática exige união de toda a sociedade.

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