Diferença bilionária: fazenda comprada pelo BTG por R$ 130 milhões pode valer até R$ 2 bi; Justiça questiona
Uma disputa judicial bilionária envolvendo o BTG Pactual coloca sob questionamento a legalidade de um leilão realizado em 2018 que resultou na compra de uma grande propriedade rural em Mato Grosso por um valor muito abaixo das estimativas atuais.
O caso envolve a Fazenda Santa Emília, localizada na região da Chapada dos Guimarães. Considerada uma das maiores produtoras de soja do Centro-Oeste, a propriedade foi arrematada pelo banco por R$ 130,5 milhões. No entanto, laudos recentes indicam que o imóvel pode valer cerca de R$ 2,1 bilhões, com valor de liquidação estimado em torno de R$ 1,5 bilhão.
A diferença entre os valores se tornou o principal ponto de contestação no processo. Mesmo considerando o preço de liquidação, normalmente inferior ao de mercado em leilões, o montante pago representa menos de 10% da avaliação técnica mais recente.
Em decisão de primeira instância, a Justiça anulou a arrematação ao considerar o valor “vil”, termo jurídico utilizado quando o preço é considerado excessivamente baixo. A magistrada também apontou possíveis inconsistências na forma como o lance vencedor foi estruturado.
O processo está agora em fase de recurso e será analisado pela 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O julgamento ocorre em meio a um cenário de instabilidade, após o afastamento de um desembargador que integrava o colegiado, investigado por suspeitas de favorecimento em decisões judiciais.
A decisão do tribunal poderá confirmar a anulação do leilão ou restabelecer a validade da compra, definindo o destino de uma das maiores propriedades agrícolas da região e com potencial de impacto no mercado de ativos judiciais.
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