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Comunidade denuncia invasão armada e incêndio de casas na fronteira

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Indígenas da comunidade Karapá denunciaram invasão armada, incêndio de casas e expulsão de moradores no distrito de Ypehú, no Departamento de Canindeyú, no Paraguai. O ataque ocorreu na madrugada do dia 29 de dezembro, em área próxima a Paranhos, na fronteira com Mato Grosso do Sul e a 462 quilômetros de Campo Grande. A denúncia aponta relação direta com disputa por terras tradicionais ocupadas pelo grupo indígena. Segundo relato divulgado pelo Vicariato Apostólico do Pilcomayo ao jornal Última Hora, cerca de 30 homens armados entraram no território indígena. O grupo efetuou disparos e incendiou moradias durante a ação. As chamas destruíram casas, roupas, alimentos e objetos das famílias. Homens, mulheres e crianças correram para a mata para escapar dos tiros. De acordo com a Igreja Católica, os invasores mantêm um cerco armado na área. A situação impede o retorno dos moradores e bloqueia a entrada de ajuda humanitária e de equipes do Estado paraguaio. A área ocupada pela comunidade Karapá é reivindicada como território ancestral indígena. Conforme o documento, o conflito fundiário se arrasta há anos na região. A disputa envolve interesses de proprietários rurais e de grupos armados que tentam retomar o controle da terra. O presidente da Coordenação Nacional de Pastoral Indígena, monsenhor Miguel Fritz, classificou o episódio como grave. Ele cobrou atuação imediata do Ministério Público e das forças de segurança do Paraguai. “A vida das famílias está em risco em uma região sensível de fronteira”, afirmou, segundo o Vicariato. A denúncia descreve práticas como tentativa de homicídio, incêndio e coação contra os indígenas. A Igreja pede a retirada imediata dos invasores da área. O documento também solicita a garantia de acesso das autoridades ao território. A Polícia Nacional do Paraguai informou que deve entrar na área para apurar as denúncias. Em declaração à imprensa local, o chefe de Segurança Cidadã de Canindeyú disse que o caso segue em verificação. “Ainda não há confirmação oficial de feridos”, afirmou.



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