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Campo-grandense doa medula após compatibilidade rara, um exemplo para 2026

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Enquanto o fim do ano costuma ser marcado por retrospectivas, rankings e números que fecham ciclos, há uma urgência que atravessa dezembro sem pausa. A doação de sangue e o cadastro de medula óssea não entram nas listas do que mais aconteceu em 2025, mas seguem sendo decisivos todos os dias para manter vidas em tratamento. A história de uma moradora de Campo Grande que saiu do Estado neste mês para doar medula, após uma compatibilidade rara, ajuda a revelar essa engrenagem silenciosa, feita de gestos comuns e indispensáveis. Michelly Marson, de 33 anos, gestora de Recursos Humanos, não sabe quem recebeu a sua medula. Não conhece o nome, o rosto nem de onde é a pessoa que foi beneficiada. Sabe apenas que, em dezembro, viajou a São Paulo (SP) para uma doação que pode significar a continuidade da vida de alguém em qualquer lugar do mundo. Doadora de sangue há alguns anos, hábito herdado do pai, ela se cadastrou como doadora de medula em março, durante uma ida ao Hemosul, sem imaginar que seria chamada tão rapidamente. “Eu não sabia como era fácil o processo. Fiz o cadastro ali mesmo, incentivada pelo meu namorado”, conta. O aviso de compatibilidade veio em pouco tempo, algo considerado raro. A decisão foi imediata. “Em nenhum momento pensei em desistir. Acho que nem conseguiria dormir em paz se soubesse que poderia ajudar a salvar a vida de alguém e virasse as costas.” Do cadastro à doação –  Quando surge a possibilidade de compatibilidade, o acompanhamento passa a ser feito pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), responsável por todo o intermédio entre doador, hemocentro e equipe médica. “Eles entraram em contato para saber se eu queria continuar. Me pediram para ir ao Hemosul de Campo Grande colher uma amostra de sangue. Quando a compatibilidade foi confirmada, ligaram algumas vezes para confirmar questões de saúde e meu interesse em doar.” No início de dezembro, Michelly viajou para São Paulo (SP), onde passou por uma bateria de exames e por consulta com a equipe médica responsável por todo o processo. “Lá eles me explicaram como funcionavam os dois tipos de doação, por aférese e por punção. No meu caso seria por aférese, como se fosse uma doação de sangue, mas com cinco dias de medicação antes, para aumentar as células que seriam doadas.” Um dos maiores receios de quem pensa em doar medula é a dor. Michelly admite que também tinha essa impressão antes de passar pela experiência, mas relata que o medo não se confirmou. “Antes de doar, eu achava que seria um bicho de sete cabeças. Fui surpreendida. Não senti dor nenhuma, só a da medicação, aquela dorzinha de injeção. No terceiro dia senti uma cólica leve nas costas, mas bem mínima. Fora isso, nada.” O momento que exigiu mais cuidado foi a colocação de um cateter na virilha, já que não havia acesso adequado pelos braços. O procedimento foi feito apenas no dia da doação e retirado horas depois. “Eu nunca tinha passado por um centro cirúrgico, então fiquei receosa, mas a equipe foi maravilhosa e deu tudo certo.” A doação aconteceu no hospital Beneficência Portuguesa. Michelly chegou por volta das 4h da manhã e permaneceu internada até a noite, acompanhada pela equipe médica e pelo namorado durante todo o procedimento. “Foi super tranquilo. A equipe o tempo todo me deixava confiante.” Uma vida que segue, mesmo sem rosto -  Após a doação, o sentimento foi simples e intenso. “É uma sensação deliciosa de felicidade. Não senti dor, não precisei tomar remédio. Eu só sabia agradecer a Deus por ter dado tudo certo.” Pelo protocolo do Redome, doador e receptor não se conhecem. O sigilo é mantido para ambos. Após 6 meses, Michelly poderá solicitar informações sobre o estado de saúde do paciente. Depois de 1 ano, poderá enviar uma mensagem anônima. Somente após 18 meses, se houver concordância dos dois lados, é possível trocar contatos. “Apesar de eu ainda não saber quem está recebendo, tenho certeza de que essa pessoa vai continuar a vida, vai poder abraçar quem ama, realizar sonhos. Isso é muito gratificante.” Filha de um doador de sangue já falecido, Michelly sente que seguiu um caminho que começou dentro de casa. “Se eu pudesse voltar no tempo, diria para mim mesma: só faça. Meu pai estaria cheio de orgulho.” Um gesto que não pode esperar -  A história individual ajuda a ilustrar uma realidade que se repetiu ao longo de todo o ano em Mato Grosso do Sul. Segundo a chefe do setor de captação do Hemosul, Luciana Maria Fernandes, a doação de sangue segue abaixo do necessário para atender a rede hospitalar. Para manter os estoques em níveis seguros, seriam necessárias entre 120 e 150 doações diárias. Em 2025, a média ficou entre 50 e 70 por dia. Quando o número chega a 100, já é motivo de alívio, mas ainda insuficiente. “O sangue não entra em férias, mas as doações diminuem em feriados prolongados, férias e fim de ano. Isso tem sido muito recorrente”, explica. O tipo O negativo, utilizado em urgências e emergências por atender todos os grupos sanguíneos, é o que mais frequentemente entra em nível crítico. Já as plaquetas, essenciais para pacientes em tratamento contra o câncer, têm validade de apenas cinco dias, o que exige doações constantes. “O sangue não pode ser fabricado. Ele só existe se alguém parar um pouco da rotina para doar”, reforça. Onde doar em Campo Grande -  Em Campo Grande, a doação de sangue e o cadastro para doação de medula óssea são feitos no Hemosul, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, nº 1304, região central da Capital. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e aos sábados, das 7h às 12h. Para doar sangue, é necessário apresentar documento oficial com foto e estar em boas condições de saúde. O cadastro como doador de medula óssea pode ser feito no mesmo local, com a coleta de uma pequena amostra de sangue. Após o cadastro, o doador passa a integrar o Redome  (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea) e precisa apenas manter seus dados atualizados. Em um fim de ano marcado por retrospectivas, esta não é uma história sobre números. É sobre um gesto simples, silencioso e insubstituível, feito sem saber quem está do outro lado. “Eu consegui ajudar a salvar uma vida. E isso não tem nada no mundo que pague", resume Michelly. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .



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