Добавить новость
ru24.net
World News in Portuguese
Январь
2026
1 2 3 4 5 6 7 8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Os códigos perdidos da humanidade: sete sistemas de escrita ainda indecifráveis

0

Civilizações antigas deixaram registros impressionantes em pedras, cerâmicas e tábuas de madeira. Símbolos misteriosos que resistem ao tempo continuam sem tradução até hoje. Entre eles estão a escrita do Vale do Indo, o Linear A e o sistema epiolmeca, enigmas que intrigam arqueólogos e linguistas há décadas.

A linguista Svenja Bonmann, da Universidade de Colônia, na Alemanha, dedica sua pesquisa a tentar compreender esses códigos. Para ela, o desafio é fascinante. “É como ter diante de mim um enigma intelectual que nem os maiores gênios conseguiram resolver. Esses registros são uma janela para culturas que desapareceram há séculos”, aponta a especialista a mídia pública da Alemanha, Deutsche Welle (DW).

A escrita do Vale do Indo, encontrada em selos e fragmentos de cerâmica no atual Paquistão e noroeste da Índia, reúne entre 400 e 600 sinais pictográficos. As inscrições, porém, são curtas demais para permitir uma análise consistente.

Na Ilha de Páscoa, o sistema rongorongo apresenta figuras de pássaros e humanos gravadas em tábuas de madeira. Poucos exemplares sobreviveram, muitos deles danificados.

Em Creta, a civilização minoica desenvolveu três sistemas de escrita. Apenas o Linear B foi decifrado, por ser uma forma primitiva do grego. O Linear A e os hieróglifos cretenses continuam sem tradução. O famoso Disco de Festo, peça única de argila com símbolos em espiral, é considerado praticamente impossível de decifrar.

Outro mistério é o etrusco, língua falada na Itália central na Antiguidade. Embora o alfabeto seja legível, derivado do grego, a língua não possui parentes próximos, o que dificulta a compreensão.

No antigo Irã, a protoelamita foi usada em registros administrativos. Apesar de os caracteres estarem catalogados, as tabuletas são fragmentárias e a língua não se encaixa em nenhuma família conhecida. Já o sistema epiolmeca, na costa do Golfo do México, apresenta inscrições raras e pouco documentadas, sem continuidade histórica clara.

O grande obstáculo para decifrar esses sistemas é a falta de textos bilíngues que funcionem como chave de tradução. Foi assim que os hieróglifos egípcios foram compreendidos. Sem equivalentes, resta aos pesquisadores buscar pistas em nomes de lugares, governantes ou divindades que atravessaram séculos.

A inteligência artificial é frequentemente apontada como possível solução. Ela consegue identificar padrões, comparar variantes e reconstruir trechos danificados. No entanto, segundo Bonmann, há um problema: a escassez de dados. “Esses sistemas precisam de grandes volumes de texto. Com inscrições tão curtas e raras, a IA rapidamente chega ao limite”, explica.

Além disso, algoritmos tendem a reproduzir informações já conhecidas, sem criar hipóteses genuinamente novas. O risco é que interpretações reflitam mais os vieses dos pesquisadores do que a realidade histórica.

Apesar das dificuldades, o fascínio permanece. Esses códigos silenciosos lembram que nem mesmo na era digital conseguimos responder a todas as perguntas. “Somos a única espécie com consciência histórica. Pensamos sobre de onde viemos e para onde vamos”, afirma Bonmann.

Leia também:

Cabeças d’água: bombeiros de Goiás alertam para riscos em rios, cachoeiras e lagos

Deputado estadual Antônio Gomide fica ferido após acidente na BR-060

O ditador que devia pagar pelos crimes contra a humanidade: Nicolás Maduro

O post Os códigos perdidos da humanidade: sete sistemas de escrita ainda indecifráveis apareceu primeiro em Jornal Opção.




Moscow.media
Частные объявления сегодня





Rss.plus
















Музыкальные новости




























Спорт в России и мире

Новости спорта


Новости тенниса