Zacharias avalia convite da Federação SD/PRD, mas mantém PL e Podemos como opção para disputa ao Senado
O deputado federal Zacharias Calil (UB), ainda busca definição partidária para disputar uma das cadeiras ao Senado Federal em 2026. Com a estratégia de conquistar o chamado segundo voto — no pleito deste ano o eleitor escolhe dois senadores — o parlamentar se vê sem espaço no União Brasil, partido do governador Ronaldo Caiado, que tem Gracinha Caiado como pré-candidata.
Ao Jornal Opção, o cirurgião pediátrico que ficou conhecido pela separação de gêmeos siameses, disse que recebeu o convite para disputar o Senado pela Federação SD/PRD, que será comandada pelo presidente da Assembleia Legislativa Bruno Peixoto a partir de abril.
Apesar da sinalização da Federação, ele diz que tem dialogado com diversas forças políticas. “Já conversei com o Wilder [Morais], do PL, já conversei com a Renata Abreu, presidente do Podemos. Também já conversei com o Marconi [Perillo], do PSDB”, disse. Ele completa dizendo que as legendas ainda aguardam a definição de articulações nacionais para selar acordos.
Uma das condicionantes para ser candidato ao Senado é que a legenda dispute o Governo de Goiás, o que pode dificultar as articulações de Calil. Isso por que, com a aproximação do PL e União Brasil, uma das alternativas de destino já pode sair pelas mãos. Além disso, a Federação Solidariedade e PRD não tem qualquer indicativo de candidatura ao Palácio das Esmeraldas, bem como o Podemos.
Pesquisa empolga
O levantamento da Paraná Pesquisas animou o parlamentar. Em um dos cenários, o deputado chega a quase 20% das intenções de voto e aparece em 4º colocado. “É um reconhecimento muito grande. Eu me projetei no estado com meu trabalho como médico e como político. Vários dos outros nomes já foram candidatos a prefeito, senado e governo”, analisa.
Questionado sobre a saída da Câmara dos Deputados para alçar voos mais altos, o parlamentar diz que “como senador pode fazer muito mais pelo Estado em termos de emenda e representatividade a nível mundial”. Ele descarta a possibilidade de reeleição. “Como deputado federal eu já fiz o que tinha que fazer”.
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