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No 5º dia de fila, aposentado diz que chegou às 2h30 para obter carnê do IPTU

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Na Central de Atendimento ao Cidadão, na Rua Marechal Rondon, em Campo Grande, a semana termina como começou: com filas e muitas dúvidas sobre o IPTU 2026 (Imposto Predial e Territorial Urbano). A situação persiste desde segunda-feira, primeiro dia útil do ano.  Nesta sexta-feira (dia 9), o aposentado José Rodrigues Muniz, 64 anos, era o primeiro da fila. Ele conta que chegou às 2h30 para conseguir o boleto do imposto. “O carnê não chegou para nós. Estamos procurando para pegar com  desconto. Cheguei 2h30 e trouxe a minha cadeirinha. A partir de 3h30 começou a chegar mais gente, ficamos batendo papo”, diz José, morador no Jardim Santo Amaro.  O aposentado tem artrose, usa muletas e na próxima semana vai voltar ao centro cirúrgico para procedimento no quadril. Ele destaca que conseguiu chegar bem cedo porque tem carro. “Quem depende de ônibus vai chegar muito tarde e vai ficar no sol”, lembra José. O casal Oséia de Souza Almeida, 52 anos, e Tatiana Souza da Silva, 38 anos, chegou às 5h50 no local.   Eles moram na Chácara das Mansões, na saída para São Paulo, mas buscam informações sobre o imposto de terreno no Bairro Jardim do Córrego, próximo às Moreninhas.  O casal relata que o valor subiu de R$ 780 para R$ 1.150. “É só um pedaço de terra, não tem nada. Como que eles estão cobrando isso? Não teve melhoria nenhuma e mesmo assim subiu quase R$ 400”, diz Tatiana. No dia 5, eles esperaram quatro horas por atendimento, mas como estavam com os filhos de 6 e 16 anos precisaram ir embora. “É uma falta de respeito, um descaso”, afirma Tatiana.  Ana de Souza, 62 anos, chegou às 6h à Central de Atendimento ao Cidadão. Ela levou sombrinha, seja para encarar o sol forte ou as chuvas que têm marcado o verão. “Vim de ônibus. Já estou com a sombrinha por causa do sol e da chuva”. Ana está em busca do carnê do IPTU. “Como que faz o pagamento se não tem folha? Eu não tenho internet”. Ela mora há 40 anos no Jardim Talismã e paga o imposto de forma parcelada.  Para quem estava na fila, um funcionário, que não quis se identificar, repassou orientações. O atendimento para parcelamento demora de três a quatro horas. A fila é mais rápida para quem for pagar à vista. Ele também informou que a prefeitura remanejou oito funcionários para agilizar o atendimento. A Prefeitura de Campo Grande prorrogou o prazo para pagamento à vista para 12 de fevereiro.  A reportagem solicitou informação ao Poder Executivo sobre reforço no atendimento e aguarda retorno. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .



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