Добавить новость
ru24.net
World News in Portuguese
Январь
2026
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Quem elegeu os EUA presidente do mundo, e Trump o dono?

0

O episódio mais recente da diplomacia internacional, ou da ausência dela, expõe de forma crua a convicção de Donald Trump: ele age como se fosse o dono do mundo. Essa não é apenas uma metáfora retórica. É a lógica explícita de decisões de política externa que desprezam normas, tratados e instituições multilaterais, elevando o unilateralismo à mais alta virtude estatal.

Em entrevista ao The New York Times, Trump declarou sem rodeios que não sente a necessidade de respeitar o direito internacional, porque “não precisa de lei internacional” e que seu poder está limitado apenas por “seus próprios critérios morais e seu discernimento”.

Essa resposta propositalmente vaga coincide com sua minimização da importância de um tratado nuclear vital, que limita arsenais dos Estados Unidos e da Rússia e está prestes a expirar sem um plano claro de renovação ou substituição.

“Se vai expirar, vai expirar”, disse, como se o fim de instrumentos que sustentam a segurança global fosse um detalhe burocrático sem consequências. Esse tipo de afirmação tem consequências tangíveis e perigosas.

Não se trata apenas de retórica: enquanto Trump relega o direito internacional a uma definição pessoal, a administração estadunidense executou uma intervenção militar direta na Venezuela, com ataques e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, uma ação que analistas jurídicos e especialistas afirmam claramente violar a Carta das Nações Unidas e o princípio da não-intervenção.

Se há um presidente no mundo que acredita ter carta branca para agir como quiser, esse é Trump. Historicamente, muitas administrações dos EUA promoveram intervenções militares que levantam dúvidas sobre sua legitimidade ou necessidade real.

Do Iraque ao Afeganistão, do Panamá à intervenção no Oriente Médio e em vários pontos da África e da América Latina, entre outros, os Estados Unidos repetidamente tomaram decisões unilaterais que redefiniram ordens políticas externas em seu próprio benefício.

Mas nunca antes, provavelmente, uma liderança havia rejeitado tão explicitamente a ideia de limites externos: não apenas de tratados, mas de qualquer parâmetro que venha de fora da vontade presidencial.

Enquanto o direito internacional se baseia em princípios amplamente reconhecidos, como a proibição de uso da força sem autorização do Conselho de Segurança da ONU, Trump parece ver esses princípios como opcionalmente úteis, não obrigatórios.

Esse tipo de abordagem tem efeitos corrosivos. Deslegitima instituições multilaterais que tentam mediar conflitos e manter a paz, e cria precedentes perigosos que outros Estados podem citar para justificar ações agressivas de seus próprios líderes.

Além disso, fragiliza alianças e sistemas de verificação e controle de armas, essenciais para evitar uma corrida armamentista nuclear, e alimenta a percepção de que o mundo funciona segundo a lógica da força, não da lei.

A pergunta que deve guiar qualquer análise crítica não é apenas “o que Trump fará nos próximos três anos?”, mas como ele tem deixado claro que não precisa de um consenso global para agir como quiser. E mais: como isso altera permanentemente a arquitetura da ordem mundial.

Porque, se o poder é exercido sem limites definidos por acordos coletivos, então, por definição, o mundo torna-se um lugar onde só existe um árbitro: o Estado mais poderoso que estiver no comando.

E, no momento, esse “dono do mundo” parece ter um nome, e ele mesmo se encarrega de lembrá-lo constantemente. E quem o elegeu para ser presidente do mundo, afinal?

Leia também:

O post Quem elegeu os EUA presidente do mundo, e Trump o dono? apareceu primeiro em Jornal Opção.




Moscow.media
Частные объявления сегодня





Rss.plus
















Музыкальные новости




























Спорт в России и мире

Новости спорта


Новости тенниса