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Para evitar afogamentos, criança deve ficar à distância de um braço dos pais

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Com a chegada do verão e o aumento do uso de piscinas, rios e balneários, os registros de afogamentos voltam a preocupar em Mato Grosso do Sul. As ocorrências, muitas vezes fatais, não se restringem a ambientes naturais ou clubes e também acontecem dentro de casa, em piscinas residenciais e até em recipientes domésticos, como baldes e bacias. Segundo o capitão Rodrigo Alves Bueno, do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, a principal forma de evitar tragédias é a supervisão direta e constante, principalmente quando há crianças por perto. “A regra de manter a criança à distância de um braço dos pais é uma orientação didática para garantir que o adulto consiga intervir imediatamente, mesmo em locais rasos”, explica. O bombeiro destaca que, embora os pais conheçam o próprio filho e saibam avaliar seu nível de autonomia, o cuidado não deve ser relaxado. “Enquanto a criança estiver na água, a atenção do responsável precisa ser total”, reforça. Afogamento é rápido e silencioso Diferente do que muitos imaginam, o afogamento dificilmente envolve gritos ou pedidos de socorro. A vítima entra em desespero e utiliza toda a energia para tentar se manter na superfície. “Existe a chamada síndrome da escada, quando a pessoa faz movimentos instintivos como se estivesse tentando subir uma escada invisível dentro da água”, explica o capitão. Por isso, a vigilância constante é fundamental. Em Mato Grosso do Sul, onde não há litoral, os afogamentos ocorrem principalmente em rios, balneários naturais, áreas represadas e piscinas residenciais. No verão, os registros em ambientes domésticos aumentam, impulsionados pelo uso frequente de piscinas e pela falsa sensação de segurança. Rios e represas oferecem risco ainda maior por apresentarem fundo irregular, relevo desconhecido e correntezas, capazes de surpreender até quem sabe nadar. Já dentro de casa, pequenos volumes de água também representam perigo. Cerca de 20 centímetros de água são suficientes para causar afogamento em crianças, e, no caso de bebês, qualquer quantidade pode ser fatal. Há registros, ainda que menos frequentes, de ocorrências envolvendo baldes, bacias e recipientes domésticos deixados ao alcance dos pequenos. O que fazer em situação de risco Em caso de afogamento, a orientação dos bombeiros é não tentar o resgate direto sem preparo técnico. A pessoa em pânico pode puxar quem tenta ajudar, transformando o socorro em mais uma vítima. A recomendação é lançar objetos que auxiliem na flutuação, como garrafas pet, pranchas ou qualquer material flutuante, e acionar o socorro especializado. Boias e brinquedos infláveis não garantem segurança e não substituem a supervisão de um adulto. “Eles podem virar ou estourar. O cuidado precisa ser constante”, alerta o capitão.



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