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Mulheres denunciam médico e homem por importunação sexual em UPA da Capital

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O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou procedimento para apurar denúncia de importunação sexual registrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Mônica, em Campo Grande, durante a noite entre 7 e 8 de janeiro de 2026. O caso envolve relatos de importunação sexual contra mulheres, enquanto aguardavam e durante o atendimento na unidade. A manifestação, feita de forma anônima à Ouvidoria do MPMS, aponta que um homem teria importunado pacientes no saguão da unidade, entrando na UPA e se masturbando em frente às pacientes. Ainda segundo o relato, o vigilante de plantão não teria adotado providências imediatas diante da situação porque estava dormindo. A denúncia também aponta que, durante o atendimento, um dos médicos de plantão teria feito comentários de cunho inadequado e de duplo sentido às pacientes, como "você gosta de picada". Ao saber da importunação sexual que teria ocorrido na sala de espera, o profissional disse a uma das pacientes que entendia o assediador, que havia fugido do local. "Até dá para entender ele ter feito isso, bonita como você é", teria dito o médico durante o atendimento. Diante do conteúdo da manifestação, o MPMS determinou a instauração de Notícia de Fato para apuração dos acontecimentos. O procedimento foi distribuído às Promotorias Criminais de Campo Grande e pode resultar na abertura de inquérito policial, além de outras medidas cabíveis. Em nota, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que não há registro de denúncia oficial ou notificação do Ministério Público sobre o caso, mas afirmou que irá apurar os fatos. A pasta declarou ainda que repudia qualquer tipo de importunação ou assédio de cunho sexual. Já o CRM/MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) informou que toda denúncia recebida é tratada com seriedade e passa por análise técnica preliminar. Segundo o órgão, se forem identificados indícios de infração ética, será instaurado o procedimento cabível, com garantia de contraditório, ampla defesa e devido processo legal, conforme normas do Conselho Federal de Medicina. O MPMS destacou que, por se tratar de denúncia anônima, a apuração seguirá os trâmites legais, com análise de eventuais registros internos da unidade e outras diligências necessárias para esclarecimento dos fatos.



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