A chuva forte que atingiu Corumbá na terça-feira (27) conseguiu extinguir o fogo no Pantanal. Segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), choveu 136,8 milímetros nas últimas 24 horas. O satélite do Sistema de Gestão de Recursos – Informações sobre Incêndios, da Nasa, mostra que não há registros de foco de incêndio. No Pantanal do Nabileque, o fogo já tinha sido controlado na terça-feira (27). Na Baía do Tuiuiú, em Corumbá, que ainda estava com o fogo ativo, foi extinto com a chuva. As chamas já ultrapassavam a fronteira com a Bolívia. Por lá, também foram encontrados uma jiboia e um sapo carbonizados. O Corpo de Bombeiros de Corumbá confirmou que o incêndio acabou e que desde ontem as equipes não estão mais atuando, mas o monitoramento segue. Os dois incêndios ocorreram em áreas próximas ao Rio Paraguai, consideradas de difícil acesso. O ano de 2026 já começou com alerta para pouca chuva no Pantanal, de acordo com o pesquisador da Embrapa Pantanal, Carlos Roberto Padovani. Com isso, as primeiras interpretações indicam um ano de seca acentuada e maior suscetibilidade ao fogo. Corumbá e os outros 78 municípios estão sob alerta de tempestade nesta quarta-feira (28) e quinta-feira (29). Está prevista chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 mm por dia, e ventos intensos de 40 a 60 km/h. Incêndios - Em 2024, o Pantanal enfrentou a pior temporada de incêndios, quando mais de 2,3 milhões de hectares foram consumidos pelas chamas. No ano passado, Mato Grosso do Sul registrou queda de 91% na área atingida por incêndios florestais. Conforme o balanço da Operação Pantanal e dados do Programa Queimadas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), até 31 de dezembro foram contabilizados 1.844 focos de calor em todo o Estado. No primeiro ano da série histórica, em 1998, houve 2.111 ocorrências. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .