Brasil exportou 183,78 mil toneladas de carne bovina em janeiro de 2026, superou todo o volume embarcado no mesmo mês de 2025 e elevou a receita em 55,4%, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), divulgados nesta terça-feira (27). O crescimento ocorreu por causa do aumento de 40,1% no volume médio diário, que passou de 8,2 mil para 11,5 mil toneladas, aliado à valorização do preço médio da tonelada, que subiu 10,9% e chegou a US$ 5.576,8. Com mais volume e preço maior, a arrecadação alcançou US$ 1,024 bilhão em janeiro, frente aos US$ 906,8 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Mato Grosso do Sul manteve papel relevante nesse cenário. Até agosto de 2025, a carne bovina fresca representou 15,07% das exportações estaduais, que somaram US$ 7,24 bilhões, com crescimento de 43,7% no setor em comparação com 2024. O avanço reflete ajustes da indústria frigorífica diante de barreiras comerciais adotadas por grandes compradores, como China e México, além de um cenário global de oferta mais restrita, que permitiu preços mais elevados. A cadeia produtiva manteve a capacidade logística e produtiva para atender à demanda externa, com agilidade nos embarques e cumprimento de padrões sanitários exigidos pelos mercados internacionais. O desempenho mensal reforça um cenário já observado em 2025, quando o Brasil encerrou o ano com recorde histórico nas exportações de carne bovina. Os embarques somaram 3,85 milhões de toneladas, com receita de US$ 18,36 bilhões, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), compilados pela Abrafrigo (Associação Brasileira dos Frigoríficos). Em relação a 2024, o volume exportado cresceu 20,7% e o faturamento avançou quase 40%, o que colocou a carne bovina como o segundo principal produto da pauta agropecuária e o quarto no ranking geral das exportações brasileiras. A carne bovina in natura respondeu por cerca de 90% do total exportado em 2025, com 3,08 milhões de toneladas e receita de US$ 16,59 bilhões. A China liderou como principal destino, com 48,2% da receita, seguida pelos Estados Unidos e pela União Europeia.