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Até bebê vai para a fila que é esperança de emprego das “mães do Bolsa Família”

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Da fila da busca de emprego do Primt (Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho), projeto da Prefeitura de Campo Grande, se sai sem nenhuma certeza, pois é um cadastro de reserva, mas a constatação não impede que Nayara Silva, de 25 anos, tenha esperança.  Aliás, foi movida por isso que chegou às 3 horas de segunda-feira (dia 26) na fila em frente ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) Hercules Mandetta, no Jardim Noroeste.  A jovem foi acompanhada pela filha de 8 meses, toda enroladinha no cobertor e no conforto do carrinho, e pela prima Railssa Silva, de 24 anos. O outro filho está no hospital e era acompanhado por um responsável.  Nayara conta que, caso consiga um posto de trabalho, vai procurar vaga na creche para os filhos. A ideia é melhorar a renda, que vem do Bolsa Família e da ajuda que recebe da mãe.  Railssa afirma que a intenção é começar em algum serviço de limpeza. Há cinco meses desempregada, ela já foi caixa de supermercado e agente florestal. Nos punhos, as primas traziam números anotados com caneta.  A numeração marcava a ordem de chegada na fila. O recurso era para tentar diminuir as brigas, pois apareciam os retardatários querendo passar à frente.  A fila do Primt tem “cara” de mulheres e crianças. No Jardim Noroeste, em 12 anos, a população passou de 13.167 (2010) para 22.767 (2022), conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Desse total, 3.378 são crianças e adolescentes, na faixa etária até 14 anos. “As coisinhas dos filhos acabam”  - A possibilidade de ter um emprego para a aumentar a renda levou Fernanda Vareiro Paredes, 30 anos, para a fila. Vinda há três anos de Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai, ela tem uma filha adolescente e um menino de 1 ano e 8 meses.  O sustento vem de programa de transferência de renda e algumas vendas.  “Eu trabalho vendendo enxoval em casa, mas a porcentagem que eu pego é pouca. A comissão é de 25% só. A minha renda mesmo é o Bolsa Família. Mas a gente precisa de um trabalho. Porque as coisinhas dos filhos acabam, o iogurte, a bolachinha” diz Fernanda. Ela busca uma vaga na área de limpeza. Renata Agadir Barbosa da Silva, de 30 anos, tenta uma vaga do Primt pela primeira vez. O último trabalho com carteira assinada foi em 2021. “Agora, vendo as coisas em casa. Vendo roupas, lençol, tapetes. Eu recebo o Bolsa Família, o Mais Social. Eu sou baixa renda”. Ela mora com os dois filhos, um adolescente de 14 anos e uma menina de 2 anos. “Eu cheguei aqui 4 horas da madrugada e fiquei em pé. Quando deu 6h, eles abriram e colocaram a gente na quadra”.  O Primt - As inscrições são destinadas às pessoas com idade entre 18 e 67 anos, inscritas no Cadastro Único do governo federal e que estejam desempregadas há pelo menos três meses. O programa também aceita a inscrição de imigrantes que residam em Campo Grande.  Os participantes recebem bolsa-auxílio mensal no valor de um salário mínimo (R$ 1.621), cesta básica e vale-transporte para o deslocamento até o local de trabalho. Também é oferecida qualificação profissional. Em novembro do ano passado, o Primt chegou a ser paralisado por falta de recursos. Mas o cadastro foi reaberto em janeiro.  A reportagem questionou a Prefeitura de Campo Grande se pretende rever o modelo de distribuição de senhas e aguarda resposta.  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .



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