Apontado como principal nome da oposição para possível candidatura ao governo do Estado, o advogado e ex-deputado federal por três mandatos, Fábio Trad, tem apostado na interação com integrantes de correntes ideológicas do PT, lideranças de outros partidos e a comunidade para avançar em uma frente ampla com musculatura para antagonizar com o grupo liderado pelo governador Eduardo Riedel (PP), que deve concorrer à reeleição. Filiado desde agosto de 2025, Trad disse que escolheu a legenda por ver afinidade com as posições políticas que defende e por manter uma relação “horizontalizada”, na qual filiados e dirigentes debatem igualmente para decidir sobre as escolhas do partido. Em entrevista ao Podcast Na Íntegra , do Campo Grande News, o advogado contou como tem se movimentado para viabilizar uma eventual candidatura de oposição, que considera natural e necessária, mesmo com chances favoráveis à reeleição do governador. Trad explica que está fazendo uma “escuta qualificada” com diferentes setores. Ele defende que é preciso apresentar um projeto de governo para levar à campanha que possibilite um “debate democrático” e não apenas “contestação frontal”. Segundo ele, é necessária a colocação de posições diversas em discussão, com uma “alternativa consistente.” Hoje eu sou pré-candidato. Ainda é preciso intensificar o processo de articulação política. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá se reunir com Trad e as lideranças petistas do Estado para falar da campanha em Mato Grosso do Sul. Confirmada a busca pela reeleição, a própria candidatura de Lula precisará de nomes fortes e estrutura nos estados. É um dever político, de cidadania, ter uma candidatura competitiva, que expresse as ideias dos últimos quatro anos, com índices econômicos muito favoráveis e que precisam ser externados à população No caso de Mato Grosso do Sul, há um cenário mais desafiador, uma vez que nas eleições de 2022, no segundo turno, ele teve 40,51% dos votos válidos, contra 59,49% obtidos por Jair Bolsonaro, que buscava a reeleição. Na entrevista, Trad ainda analisa a atividade legislativa nos 12 anos de Congresso Nacional e a mudança que viu no cenário ao longo dos anos, com a migração de debates para as redes sociais e o afastamento das discussões propositivas. Para ele, a arena digital ganhou mais vitalidade que muitas instituições oficiais e é preciso retomar reflexões, sob risco de engessamento da política, consequência de uma “anestesia” que diz que deve ser superada.