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Dólar recua 0,25% e fecha no menor nível desde maio de 2024: R$ 5,19

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O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (29) e terminou o dia cotado a R$ 5,19, baixa de 0,25%. É o menor valor da moeda americana em quase dois anos. A última vez que o dólar esteve nesse nível foi em 28 de maio de 2024, quando fechou a R$ 5,160. Apesar do fechamento em queda, o dia foi de muitas oscilações. Pela manhã, o dólar chegou a R$ 5,165, influenciado pelas decisões do Banco Central brasileiro sobre os juros. Já no início da tarde, o cenário mudou. Um relatório da Microsoft sobre os altos gastos com inteligência artificial reacendeu o medo de que o setor esteja inflado demais e não entregue retorno no curto prazo. Com isso, investidores no mundo todo passaram a evitar aplicações mais arriscadas. No Brasil, o dólar chegou a subir e bateu R$ 5,248 no pior momento do dia. Nos Estados Unidos, esse pessimismo derrubou as ações de tecnologia. O Nasdaq, principal índice do setor, caiu 1,5%. A própria Microsoft teve queda de 12%, a maior desde 2020. Já a Meta subiu 8%, após tentar reduzir preocupações sobre seus gastos. O mau humor também atingiu a Bolsa brasileira. O Ibovespa chegou a bater 186.449 pontos, mas perdeu força ao longo do dia e fechou em queda de 0,85%, aos 183.107 pontos, mesmo com alta das ações da Vale e da Petrobras. Segundo analistas, os investidores estão revendo apostas em empresas de tecnologia porque perceberam que os lucros com inteligência artificial podem demorar mais do que o esperado. No Brasil, apesar da queda da Bolsa no dia, o mês de janeiro ainda é positivo. O Ibovespa acumula alta de mais de 14%, impulsionado pela entrada de investidores estrangeiros. A queda do dólar no país está ligada principalmente à diferença de juros entre o Brasil e os Estados Unidos. Com a Selic em 15% ao ano, o Brasil segue oferecendo retornos maiores do que economias desenvolvidas, o que atrai capital estrangeiro. Esse movimento é conhecido como carry trade, quando investidores tomam empréstimos em países com juros baixos e aplicam em mercados onde o rendimento é maior, como o Brasil. O Banco Central manteve a Selic em 15%, mas indicou que pode começar a cortar os juros na próxima reunião, caso a inflação continue dentro do esperado. A meta oficial de inflação é de 3% ao ano, com tolerância entre 1,5% e 4,5%.



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