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Sem acordo nuclear, EUA e Rússia deixam mundo em alerta

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O tratado nuclear New START, único acordo que limitava os arsenais estratégicos dos Estados Unidos e da Rússia, expirou nesta quinta-feira, 5, ampliando as incertezas sobre o equilíbrio geopolítico global e deixando o mundo em alerta.

O acordo restringia o número de ogivas nucleares das duas maiores potências do planeta, responsáveis por cerca de 90% do arsenal nuclear mundial. Com o fim do tratado, países com programas nucleares ou ambições nessa área podem se sentir menos pressionados a seguir limites internacionais.

Entre os principais beneficiados está a China. Quando o tratado foi firmado, em 2010, o cenário internacional era marcado por uma lógica bipolar entre Estados Unidos e Rússia, e o arsenal chinês era considerado reduzido. Atualmente, estima-se que o país asiático possua cerca de 600 ogivas nucleares, com projeções do Pentágono indicando que esse número pode chegar a mil até 2030.

O Irã também tende a se sentir menos pressionado a conter seu programa nuclear. Embora haja divergências internacionais sobre a existência de uma bomba atômica iraniana, há consenso de que o país já possui urânio enriquecido suficiente e capacidade técnica para desenvolver armas nucleares.

Outro país apontado como beneficiado é a Coreia do Norte, que já detém ogivas nucleares e realiza testes frequentes de mísseis balísticos. O cenário sem limites entre as duas principais potências nucleares pode reduzir o isolamento do regime norte-coreano e diminuir a pressão internacional contra o avanço de seu programa atômico.

Além disso, o fim do New Start encerra o mecanismo de inspeções e verificação dos arsenais nucleares mantido entre Estados Unidos e Rússia, considerado um dos principais instrumentos de controle estratégico entre as potências.

Entenda o tratado nuclear

O tratado citado na matéria é o New Start, último acordo que limitava os arsenais nucleares dos Estados Unidos e da Rússia. Ele estabelecia regras para reduzir e controlar as armas nucleares estratégicas dos dois países.

Pelo acordo, cada país podia ter no máximo 1.550 ogivas nucleares estratégicas — as mais poderosas, capazes de destruir grandes cidades — e até 700 lançadores, como mísseis intercontinentais, mísseis de submarinos e bombardeiros.

O tratado também previa fiscalização mútua, permitindo inspeções entre os dois países para verificar se os limites estavam sendo cumpridos, o que aumentava a transparência e a confiança entre as potências.

Esses limites foram definidos para manter o princípio da “destruição mútua assegurada”: mesmo após um ataque, o país atingido ainda teria capacidade de contra-atacar, o que criaria um equilíbrio e ajudaria a evitar uma guerra nuclear.

Com o fim do tratado, os dois países deixam de ter esses limites e regras de verificação, podendo ampliar seus arsenais sem o mesmo nível de controle ou transparência.

Se quiser, posso resumir em uma versão ainda mais curta ou em formato de parágrafo para matéria jornalística.

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