Mineradora que atua em Minaçu recebe aporte US$ 565 milhões da DFC para ampliar operações no país
O Grupo Serra Verde, reconhecido como o único produtor em larga escala de terras raras pesadas críticas fora da Ásia, anunciou, nesta quinta-feira, 5, a conquista de um financiamento de US$ 565 milhões (ou seja, aproximadamente R$ 2,91 bilhões) junto à Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC). O acordo inclui ainda uma opção que concede ao governo norte-americano o direito de adquirir uma participação acionária minoritária na companhia. Desse modo, ficará assegurado ao governo dos Estados Unidos o poder de investir na mineradora por meio de uma participação acionária não majoritária.
Segundo comunicado da empresa, o aporte confirma a posição estratégica da Serra Verde na indústria mundial de terras raras, sustentada por um portfólio de produtos com alta concentração de elementos pesados (HREEs), estágio avançado de produção e perspectivas de crescimento que se estendem por mais de duas décadas. A companhia reforça que está em posição singular para atender setores considerados essenciais para a segurança econômica e nacional.
Entre os minerais produzidos, destacam-se o disprósio e o térbio, considerados críticos para a fabricação de componentes de alta tecnologia utilizados em áreas como automotivo, médico, energias renováveis, eletrônicos, robótica, defesa e aeroespacial.
Os recursos provenientes do financiamento serão aplicados no refinanciamento de linhas de crédito em condições mais favoráveis e, principalmente, na otimização das operações da Serra Verde no Brasil. O plano prevê expansão da capacidade produtiva, redução sustentada dos custos operacionais e aprimoramento da qualidade do produto para novos mercados.
O projeto de otimização já está integralmente financiado, dentro do orçamento e adiantado em relação ao cronograma. A expectativa é que, até o final de 2027, a produção alcance 6.500 toneladas de Óxido Total de Terras Raras (TREO).
A empresa destaca que sua operação se beneficia de condições favoráveis no Brasil, incluindo acesso a energia elétrica de origem renovável, infraestrutura de qualidade, mão de obra local qualificada e comunidades com tradição na atividade mineral.
A geologia da região também é considerada vantajosa, com depósitos de terras raras pesadas em argila iônica de grande porte, macia e próxima à superfície, o que permite operações de baixo impacto ambiental.
Como operadora integrada, a Serra Verde atua tanto na mineração quanto no processamento, produzindo e comercializando Carbonato Misto de Terras Raras (MREC) de alta qualidade.
Declarações da empresa
Em nota oficial, o CEO da Serra Verde, Thras Moraitis, afirmou que o anúncio representa “um forte reconhecimento da importância estratégica preeminente da Serra Verde no cenário global”. Ele agradeceu o apoio do governo dos Estados Unidos e destacou que o compromisso da DFC assegura “um futuro promissor para a Serra Verde e para diversas empresas downstream que dependem de nossas terras raras”.
Moraitis acrescentou que, ao longo dos 15 anos de trajetória, a companhia manteve foco na construção de uma oferta responsável e sustentável de materiais críticos, e que o apoio norte-americano “acelerará diretamente nosso desenvolvimento e demonstrará a outros investidores a oportunidade de apoiar uma missão voltada para um futuro melhor”.
O presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração e COO do grupo, Ricardo Grossi, também ressaltou em nota que o apoio norte-americano “representa um reconhecimento significativo do trabalho realizado ao longo de mais de 15 anos por nossa equipe operacional no Brasil”. Ele destacou ainda a contribuição da força de trabalho qualificada, o apoio da comunidade de Minaçu e o empenho dos governos municipal, estadual e federal.
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