Em um Brasil marcado para morrer, Carnaval é uma forma de afrontar a morte, diz historiador
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A frase é do escritor e historiador Luiz Antonio Simas, em seu livro "O corpo Encantado das Ruas" (Ed. Civilização Brasileira). Aqui, Simas nos convoca a olhar para o Carnaval como fenômeno que nos dá fôlego e força para enfrentar as adversidades: "a gente não brinca e festeja porque a vida é mole; a turma faz isso porque a vida é dura. Sem o repouso nas alegrias ninguém segura o rojão."
Uma das cenas carnavalescas mais fortes que já vivenciei em São Paulo é ver a estação República do metrô tomada de gente pelas escadas rolantes. Leques batendo. Meninas e meninos negros fantasiados. Corpos à mostra. A voz alta entoando uma mesma música. A cena se repete em outras estações, em outras ruas: no Carnaval, os corpos negros e periféricos se sentem livres para viver. Leia mais (02/17/2026 - 18h30)
