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Mais de 9 mil famílias em Goiânia vivem insegurança alimentar grave, aponta estudo da UFG

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Um levantamento da Universidade Federal de Goiás (UFG) revelou que mais de 9 mil famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) em Goiânia estão em situação de insegurança alimentar grave — quando há privação de alimentos e risco de fome.

O índice é mais recorrente entre famílias chefiadas por pessoas negras e residentes em áreas periféricas. Nessas regiões, o cenário é ainda mais severo para mulheres negras com maior número de filhos, além de populações em situação de rua, indígenas, como os Warao, e migrantes.

Os dados integram o novo Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Goiânia (Plamsan), instituído pelo Decreto nº 28/2026 e publicado no Diário Oficial do Município (DOM) na última terça-feira, 24. O documento estabelece diretrizes e metas para o período de 2026 a 2029.

O plano ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh). A execução e o monitoramento das ações serão coordenados pela Câmara Intersecretarial Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN Municipal) e pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea Goiânia), que reúne representantes do poder público e da sociedade civil.

Desertos e pântanos alimentares

O diagnóstico apresentado pelo Plamsan identifica desigualdades territoriais no acesso à alimentação adequada. Goiânia foi mapeada entre áreas classificadas como “desertos alimentares” e “pântanos alimentares”.

Segundo o levantamento, 220.668 moradores vivem em desertos alimentares, regiões com acesso limitado a alimentos in natura e saudáveis, concentradas principalmente nas regiões Sudoeste, Noroeste, Norte e Leste da capital.

Por outro lado, 481.339 pessoas residem em pântanos alimentares, caracterizados pela ampla oferta de produtos ultraprocessados e baixa disponibilidade de alimentos frescos. Essas áreas estão majoritariamente nas regiões Centro e Sul.

Dados do Vigitel 2023, também incorporados ao plano, indicam deterioração na qualidade da alimentação da população. Segundo o documento, 86% das crianças de 2 a 4 anos consumiram alimentos ultraprocessados no dia anterior à pesquisa. O padrão se repete entre adolescentes e adultos, com índice próximo de 80%.

Em contrapartida, apenas 12% dos adultos relataram consumo de frutas no dia anterior ao levantamento. O consumo regular de feijão caiu de 82,3% em 2006 para 70,6% em 2023.

O plano também aponta que 57,4% dos adultos atendidos em unidades de saúde de Goiânia enfrentam algum nível de insegurança alimentar. A situação atinge, principalmente, pessoas com menor escolaridade e renda, além de beneficiários de programas sociais.

Estratégia intersetorial

Para enfrentar os desafios, o Plamsan propõe uma abordagem no município separada em três eixos: principais:

  • Promoção do acesso universal à alimentação adequada e saudável;
  • Fortalecimento de sistemas sustentáveis e da produção local;
  • Educação Alimentar e Nutricional (EAN) integrada às políticas de saúde.

O plano também estabelece mecanismos de monitoramento e avaliação das metas, com o objetivo de ampliar o acesso à alimentação adequada e reduzir os índices de insegurança alimentar na capital.

Leia também: Mais de 700 mil goianos não têm acesso ao gás de cozinha, aponta levantamento

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