Em agenda em Dourados nesta o governador Eduardo Riedel (PP) falou brevemente sobre o cenário político e sinalizou que o Progressistas não deve lançar candidato próprio ao Senado nas eleições de 2026. A declaração segue a mesma linha adotada pela senadora Tereza Cristina (PP), presidente estadual do partido, que na manhã desta sexta-feira (27) já havia afirmado que a sigla não terá nome na disputa. Questionado sobre política, Riedel afirmou que, passada a fase inicial do ano, o debate eleitoral começa a ganhar espaço. “Eu falei que depois do carnaval começava o ano político. Agora não tem jeito, né, estamos trabalhando. Eu acho que a política, ela tem o seu tempo. O primeiro tempo é o arranjo partidário. O arranjo de quem fica em qual partido e depois da janela, que abre agora e vai até 4 de abril. Está sendo discutido”, declarou. O governador destacou que está em construção uma aliança de centro-direita no Estado, reunindo partidos que, mais adiante, após as convenções, irão definir os nomes que disputarão os cargos majoritários. “Então, nós estamos fazendo uma aliança centro-direita. É uma aliança que reúne alguns partidos, que lá na frente, pós-convenção, vão definir os seus nomes. Eu estou no PP-União. É uma federação. E nós vamos, mediante a convenção, colocar o nome à disposição de uma reeleição”, afirmou, referindo-se à própria pré-candidatura ao governo. Ao tratar especificamente da disputa ao Senado, Riedel afastou a possibilidade de o PP apresentar candidato próprio neste momento e indicou que a definição das duas vagas deve ocorrer no âmbito do Partido Liberal. “É uma discussão que está acontecendo, mas é cedo ainda. Como eu falei, a decisão de quem fica em qual partido, ela vai ocorrer até abril e depois as discussões dentro de cada partido, ela naturalmente vai ocorrer para definir esses nomes. O nosso partido, a senadora Tereza já deixou claro que não temos nome ao Senado, tem o nome ao governador [o dele mesmo]. O PL deve indicar os dois nomes, é uma discussão que o PL vai fazer no âmbito da sua constituição”, disse. A fala reforça o posicionamento adotado mais cedo por Tereza Cristina, que confirmou que o PP não lançará candidato ao Senado, conforme acordo político firmado ainda nas tratativas para a filiação de Riedel ao partido. Segundo a senadora, a decisão faz parte de uma construção estratégica no campo da direita. Atualmente, as negociações apontam para uma possível chapa composta pelo PL, com os nomes do ex-governador Reinaldo Azambuja e do ex-deputado estadual Renan Barbosa Contar, o Capitão Contar. A consolidação desse cenário depende das definições partidárias que devem ocorrer até o fim da janela de filiação, em 4 de abril, e das convenções previstas para o meio do ano. Com a sinalização de que o PP não terá candidato próprio ao Senado, o foco da legenda permanece na reeleição de Riedel ao governo do Estado, dentro de uma aliança de centro-direita que busca viabilizar duas candidaturas ao Senado no mesmo campo político.