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Guerra no Oriente Médio diz respeito à maior reorganização geopolítica do século 21. É o x da questão

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Após 37 anos, o “reinado” do Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, terminou às 3h14 da manhã do dia 28 de fevereiro.

O religioso, que era o símbolo máximo da Revolução Islâmica, foi eliminado, aos 86 anos, após um ataque letal, sincronizado entre a Força Aérea de Israel e a dos Estados Unidos.

A operação começou pela unidade israelense 8200, formada por hackers, que conseguiu, após enviar um pacote recheado de vírus, neutralizar todo sistema digital e eletrônico da Guarda Revolucionária do Irã.

Simultaneamente, 11 satélites americanos emitiram ondas termoelétricas que inutilizaram, por meio do calor, todo sistema de radar iraniano que poderia detectar caças F-35 sobrevoando o Quartel General da Guarda Revolucionária, onde estavam escondidos, em bunkers, Ali Khamenei e todo o alto escalão militar do regime iraniano, a 15 metros de profundidade.

Para garantir a entrada “limpa” no espaço aéreo do Irã, uma parceira cibernética entre americanos e israelenses deixou a defesa antiaérea da capital, Teerã, completamente cega.

Em seguida, dois caças F-35 israelense, entraram nos céus de Teerã acompanhados por uma aeronave da Força Aérea dos EUA que emitia ondas eletromagnéticas criando um escudo invisível, impedindo que os caças fossem detectados.

Na sequência, foram lançadas, sobre o QG em Teerã, 28 bombas antibunkers, capazes de penetrar estruturas subterrâneas e ou reforçadas como bunkers, numa sequência cinética cirúrgica que conseguiu vaporizar a estrutura de concreto onde Khamenei e o general estrategista Ali Shamakhani, entre outros altos oficiais, estavam escondidos.

Vladimir Putin e Xi Jinping: aliados contra o adversário comum — os Estados Unidos | Foto: Reprodução

Uma ação tão sofisticada como essa vai muito além de sensores de alta tecnologia, mas de traição da elite militar iraniana associada à alta espionagem que passaram as informações corretas, aos dois países aliados, indicando com exatidão a localização exata do Líder Supremo e de toda cúpula militar do Irã.

Nos últimos anos, agentes do Mossad, serviço secreto de Israel, se infiltraram em Teerã como médicos e dentistas. Os dentistas tornaram-se prioridade para elite iraniana. Foi durante consultas e tratamentos odontológicos que os “dentistas” do Mossad implantaram chips nas cavidades dentárias que permitiam localizar essas pessoas, entre elas, a alta cúpula do regime. Os “médicos” gastroenterologistas consultados pela mesma elite implantaram chips em seus pacientes. No dia 28 de fevereiro, quando praticamente toda cúpula militar da Guarda Revolucionária foi eliminada, o Mossad sabia exatamente onde estava cada um deles.

A morte do Líder Supremo do Irã, logo no primeiro dia do conflito que ele planejou durante 37 anos, é um fato histórico. Logo após o anúncio oficial do ataque que eliminou a figura central do regime, em poucas horas, Teerã formou um conselho de emergência para manter o sistema unido que colocou o clérigo Alireza Arafi como líder supremo interino, mas ele também foi eliminado duas horas depois após a indicação.

Agora, o presidente, Masoud Pezeshkian, lidera o país durante o processo de transição, que pode não acontecer caso venha ocorrer a queda do regime.

Ao longo das últimas décadas, os presidentes americanos tentaram lidar com o Irã por meio de negociações intermináveis, acordos frágeis e discursos diplomáticos que, na prática, apenas deram mais tempo ao regime para que pudesse se fortalecer.

Agora, ao agir com rapidez e pressão máxima, os Estados Unidos de Donald Trump passaram a mensagem de que não existe diálogo com ditadores que usam repressão, ameaça e violência como método de poder.

Jogo pesado da geopolítica de Trump

Nos dois primeiros meses de 2026, o presidente dos Estados Unidos imprimiu uma marca agressiva e direta na geopolítica mundial.

Um ditador, Nicolás Maduro, foi preso e outro, Ali Khamenei, foi morto numa ofensiva de grande escala contra seu regime.

A mensagem da doutrina trumpista é clara: ação rápida, pressão máxima e resultado imediato.

Diferentemente dos seus antecessores que ocuparam a Casa branca, Trump deixou a diplomacia e sanções de lado para agir sem prolongar impasses com o objetivo de acelerar desfechos. Trata-se de uma estratégia dura, controversa e de alto risco, mas que recoloca seu país de volta ao tabuleiro internacional em posição de comando.

Nas mensagens ao povo americano, logo após o início do conflito, Trump deixou bem claro que sua visão vai muito além de uma operação militar ao indicar uma possível janela para mudança de regime no Irã ao classificar o desfecho como justiça para os iranianos, americanos e outros povos.

Trump mostra, aos Estados Unidos, o que faltou aos presidentes que o antecederam: eficiência geopolítica ao impor custo real a regimes autoritários. Sob Trump, goste você ou não, a política externa americana em 2026 volta a operar com rapidez e força total em busca de resultados.

Esta não é uma guerra como as outras. O que está em jogo no Oriente Médio é a reorganização geopolítica do século.

Pelo estreito de Ormuz passa entre 20 e 25% de gás liquefeito e do petróleo mundial. Seu bloqueio significa aumento de preços.

Em curto prazo, Arábia Saudita e Estados Unidos serão beneficiados e a China perderia um terço de sua importação de petróleo, já impactada pela intervenção na Venezuela.

A longo prazo, com a queda do regime, um novo governo pró-Ocidente (pró-americano, frise-se) deverá emergir. O Irã será integrado ao mercado global permitindo investimentos internacionais em suas estruturas petrolíferas, tornando a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) menos relevante a partir da estabilização do preço do barril.

O fim do regime dos aiatolás significa o enfraquecimento da atual capacidade militar do Irã por meio do encerramento da produção de mísseis balísticos e a diminuição do arsenal. Hoje, o Irã é o país que mais possui mísseis balísticos no planeta. Seria, também, o fim da produção de drones e do programa nuclear.

Sem financiamento, grupos radicais como Hezbolah, Hamas, Houties e milícias iraquianas entrarão em colapso ou serão absorvidas por forças estatais de países como Síria, Turquia, Líbano, Iêmen e Iraque, reduzindo as ameaças à Israel, às bases americanas e aos aliados árabes.

Por enquanto, não há como prever quanto tempo o conflito vai durar, apesar dos Estados Unidos acreditarem que em 30 dias tudo estará resolvido.

O colapso do regime pode levar a uma guerra prolongada se a Força Revolucionária do Irã optar por uma retaliação suicida. Também há riscos de que, ao final da guerra, haja a proliferação nuclear, uma vez que outras ditaduras podem acelerar seus programas atômicos ou, simplesmente, sob protocolos secretos, adquiram ogivas atômicas do Paquistão, país líder mundial desse tipo de comércio.

A queda dos aiatolás significa um golpe para o eixo alinhado com a Rússia e a China que usam o Irã como proxy para desgastar o poder americano no Oriente Médio. O Irã perde um cliente potencial, a China, que compra 70% da produção de petróleo do país. Os chineses perdem um bom mercado de vendas de sistemas de mísseis, enquanto a Rússia ficaria sem drones suicidas aumentando o custo da guerra na Ucrânia.

Como a oposição foi banida ou morta pelo regime iraniano, ao fim da guerra, o vácuo de poder num país de 88 milhões de habitantes pode levar a uma guerra civil, fragmentação étnica ou até mesmo a um regime ainda mais repressivo, desestabilizando países vizinhos como o Iraque, Afeganistão e Paquistão, incentivando possíveis intervenções de potências regionais como a Turquia e Arábia Saudita.

Quando um centro de gravidade desaparece, o efeito regional é sistêmico. Por isso, cabe aos outros Estados reorganizar o vácuo de poder sem permitir a contaminação por outros atores ao redor, já que a violência tende a descentralizar através de redes e organizações armadas que operam com autonomia tática e objetivos singulares.

Mudanças de regime raramente produzem estabilidade imediata. A lógica passa do cálculo racional para a iniciativa oportunista.

Ao mesmo tempo, grandes potências reagem ao espaço que ficou aberto e, dependendo do país, pode querer entrar na história quando houver a redistribuição militar, comercial e energética.

Sob o prisma regional, cada governo recalcula o risco de vulnerabilidade após o desaparecimento de uma potência local e como as garantias diplomáticas variam de um país para outro, a conclusão é quase sempre pragmática — já que não há garantias de que uma grande potência, de repente, resolva mudar as peças do tabuleiro quando quiser.

O post Guerra no Oriente Médio diz respeito à maior reorganização geopolítica do século 21. É o x da questão apareceu primeiro em Jornal Opção.




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