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“Atrás dos prédios destruídos existem pessoas”, diz o padre ortodoxo Rafael Magul, pai do ex-vereador Michel Magul, que está em Beirute

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‘Bem-aventurados os que trabalham pela paz’. A frase resume a mensagem transmitida pelo padre ortodoxo Abuna Rafael Magul, pai do ex-vereador Michel Magul, que está em Beirute, no Líbano, região atingida por bombardeios atribuídos a Israel. Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, ele afirmou que os ataques ocorrem a cerca de 10 quilômetros de distância do local onde se encontra. Enquanto acompanha o avanço do conflito, o sacerdote avalia a possibilidade de retornar para casa e relata a constante preocupação de familiares diante da escalada da violência.

Da janela do imóvel onde está hospedado, o religioso observa famílias deixando suas casas às pressas, carregando crianças e malas. Muitos abandonam bairros inteiros em meio ao som de explosões e incêndios provocados pelos ataques. A ofensiva tem como alvo o grupo Hezbollah. Apesar disso, integrantes do braço armado da organização, que também possui atuação política no Líbano, seguem resistindo e dificultando o avanço terrestre das forças israelenses.

Magul viajou ao país para apresentar um trabalho de mestrado em teologia, em uma trajetória acadêmica voltada à compreensão da dimensão espiritual e religiosa. No entanto, acabou diante de um cenário marcado pela violência da guerra. Mesmo assim, mantém um discurso voltado à conciliação. “A paz nasce de dentro”, afirma o sacerdote.

Ele também relata o aumento do deslocamento de civis que tentam escapar das áreas atingidas pelos bombardeios. Segundo o padre, grande parte da população afetada não tem relação direta com a disputa geopolítica que envolve Israel, Irã e Estados Unidos. “O Líbano acaba ficando no meio de uma guerra que envolve outras potências, e o povo que vive aqui não tem nada a ver com isso”, afirma Rafael Magul. Diante da situação, o religioso evita tomar partido e diz que, neste momento, sua principal atitude tem sido esperar e rezar pela sobrevivência das pessoas ao seu redor.

Foto: Arquivo pessoal

A guerra no Líbano

Parte da estratégia regional do Irã envolve o financiamento e o apoio a grupos armados que atuam por procuração em diferentes países do Oriente Médio. Israel tem sido alvo frequente dessas organizações e, em resposta, realiza bombardeios e incursões militares em territórios estrangeiros, entre eles o Líbano. Com a intensificação das tensões entre essas potências militares, o território libanês passou a ser alvo direto de operações das forças armadas israelenses.

De acordo com relatos de moradores e religiosos que estão na região, o governo de Israel costuma emitir avisos prévios informando quais áreas serão atingidas pelos ataques e orientando a retirada da população civil. “Eles avisam que vão bombardear para que as pessoas possam sair, mas imagine ter que abandonar sua casa apenas com a roupa do corpo”, relata o padre.

A medida reduz o número de mortes, mas não impede que milhares de famílias abandonem suas casas, bairros e rotinas de vida. “Você vê famílias saindo com três ou quatro malas no carro, levando o que conseguem e deixando tudo para trás”, pontuou.

Sem perspectiva imediata de cessar-fogo, o padre ortodoxo Abuna Rafael Magul afirma que ainda não há planos concretos para a reconstrução das áreas destruídas ou para a restituição das moradias perdidas. Segundo ele, parte do apoio aos deslocados tem vindo de familiares libaneses que vivem no exterior, que enviam recursos para ajudar parentes que permanecem no país.

Pedido final

Ao encerrar a entrevista, o padre ortodoxo Abuna Rafael Magul fez um apelo direcionado tanto à população quanto às autoridades responsáveis pelas decisões políticas e militares no conflito.

Segundo ele, a construção da paz depende também de uma reflexão profunda por parte de quem ocupa posições de poder. O sacerdote pediu que as pessoas rezem e que os líderes pensem nas consequências humanas da guerra.

“Deus nos deu a missão de promover a paz. As pessoas que estão na política e na vida pública têm responsabilidade nisso. É preciso rezar muito, rezar de coração, para que aqueles que estão tomando decisões digam: chega. Não se pode pensar apenas no presente ou nos interesses materiais. Atrás de todos esses edifícios que estão sendo destruídos existem pessoas, e isso é o mais importante”, afirmou.

Abuna também questionou a ausência de garantias humanitárias em meio ao conflito. “Onde estão os direitos humanos? Onde estão as pessoas? É preciso pensar nas pessoas, e não apenas em interesses próprios”, disse o religioso.

Leia também: Israel mantém o Oriente Médio refém do seu projeto de poder

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