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Israel mantém o Oriente Médio refém do seu projeto de poder

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Os recentes ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã aprofundam uma dinâmica perigosa no Oriente Médio: a substituição da diplomacia por projetos de poder que operam pela lógica da força. O conflito deixa de ser apenas um embate geopolítico entre Estados e passa a refletir disputas ideológicas, territoriais e religiosas que colocam populações inteiras sob permanente estado de ameaça.

Israel justifica suas ações militares como medidas de autodefesa diante da influência regional iraniana e do apoio de Teerã a grupos armados no Líbano, na Síria e em Gaza. O argumento não surge do vazio. O regime iraniano, desde a Revolução de 1979, construiu uma política externa baseada na projeção de poder através de milícias e aliados regionais, além de manter um sistema político profundamente repressivo dentro de suas próprias fronteiras.

O Irã é governado por um regime teocrático que limita direitos civis, reprime dissidências e impõe severas restrições às mulheres e às minorias políticas. Protestos populares são frequentemente sufocados com violência, jornalistas são perseguidos e opositores enfrentam prisões arbitrárias. Criticar esse modelo não é apenas legítimo, mas é necessário.

Mas reconhecer o caráter autoritário do regime iraniano não pode servir de licença moral para justificar qualquer política de expansão ou dominação territorial no Oriente Médio. Isso também não justifica assassinar o líder de um país.

Nos últimos anos, a política israelense em relação aos territórios palestinos tem sido marcada por um endurecimento que vai muito além da lógica defensiva. A expansão contínua de assentamentos, o bloqueio prolongado de Gaza e a retórica crescente sobre a possibilidade de controle permanente da região alimentam temores de um projeto mais amplo de reorganização territorial, frequentemente descrito por analistas e líderes políticos como a construção de um “Grande Israel”.

Esse projeto, quando traduzido em práticas concretas, implica deslocamento populacional, ocupação militar prolongada e regimes jurídicos diferenciados para populações distintas dentro de um mesmo território. Organizações internacionais e entidades de direitos humanos têm descrito essa realidade com termos cada vez mais contundentes, apontando elementos de apartheid e graves violações do direito internacional humanitário.

O risco de colonização territorial de Gaza, após dois anos de devastação militar e crise humanitária, reforça a percepção de que a guerra pode estar sendo utilizada como instrumento de transformação geopolítica permanente. Quando territórios são destruídos e suas populações empurradas para o deslocamento forçado, a linha entre segurança e engenharia demográfica fica tênue.

A consequência desse ciclo é previsível: mais radicalização, mais guerras e uma espiral de violência que alimenta tanto projetos expansionistas quanto regimes autoritários.

No conflito atual, o Irã ataca bases americanas em países vizinhos do Golfo Pérsico como tentativa de minar o comércio com os EUA e afetar o dólar. Além disso, ataques contra Israel vem ocorrendo quase diariamente, com o domo de ferro sendo incapaz de interceptar a totalidade dos mísseis. Além disso, o governo do Aiatolá Mojtaba Khamenei, que substituiu seu pai no posto, afirma que o país está pronto para responder um ataque mais direto feito pelos Estados Unidos.

Israel, por sua vez, utilizou uma suposta “ameaça” do Irã conseguir armas nucleares para justificar operações militares cada vez mais amplas. Entre essas duas forças, populações civis permanecem como vítimas recorrentes. A entrada dos Estados Unidos de forma ativa no conflito piorou a situação na região. A decisão, que deveria ser tomada por Trump mas foi tomada por Netanyahu, expôs a fraqueza de um governo que dizia ser “America First” e se tornou “Israel First”.

Os pagadores de impostos dos Estados Unidos estão, mais uma vez, financiando uma guerra que só defende o interesse colonial de Israel.

O Oriente Médio não precisa de novos impérios, nem de teocracias que instrumentalizam religião para sustentar poder político. Precisa de uma arquitetura regional baseada em soberania, direitos humanos e coexistência.

Enquanto projetos de hegemonia, sejam eles militares, territoriais ou religiosos, continuarem orientando decisões estratégicas, a região permanecerá presa a um ciclo em que cada guerra prepara a próxima.

E, mais uma vez, quem menos decide é quem mais sofre.

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