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Maiores figuras femininas da esquerda na política goiana, Adriana Accorsi e Aava Santiago podem “puxar” eleitores uma da outra?

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Filha de Darci Accorsi, um dos políticos mais populares e ainda vivos na memória do goianiense, a deputada federal Adriana Accorsi trilhou com louvor os passos do pai na vida pública.

Delegada de Polícia, foi superintendente de Direitos Humanos da Secretaria de Segurança Pública de Goiás e secretária municipal de Defesa Social de Goiânia até ser eleita, em 2014, e reeleita, em 2018, deputada estadual pelo partido que Darci ajudou a fundar em Goiás, o PT. Atualmente exerce seu primeiro mandato como deputada federal.

Adriana é uma das apostas da legenda petista para a Câmara dos Deputados no pleito deste ano e deve ser a puxadora de votos da chapa, que pode incluir nomes como Edward Madureira, Delúbio Soares e Rubens Otoni, que também deve tentar a reeleição. A delegada foi eleita em 2022 com 96,7 mil votos e, conforme lideranças do PT ouvidas pela reportagem, a expectativa é de que esse número seja ainda maior em 2026.

No entanto, corre nos bastidores da política goiana que Adriana pode ter que dividir o pódio de política feminina de maior destaque na esquerda do estado com outra figura que, assim como ela, caiu nas graças do eleitorado progressista sobretudo pela defesa das mesmas pautas.

Socióloga, filha de pastores da Assembleia de Deus e autodenominada “malocrente”, uma mistura de “maloqueira” com “crente”, a vereadora Aava Santiago também iniciou sua trajetória no movimento estudantil antes de migrar para a política partidária. Curiosamente, construiu seu caminho político dentro do partido que, por décadas, foi o maior adversário do PT: o PSDB.

Eleita vereadora de Goiânia em 2020 e reeleita em 2024, desta vez como a mulher mais bem votada da história da Câmara Municipal, Aava despontou desde o início como um dos raros vestígios da chamada esquerda raiz ainda presentes no PSDB, legenda que hoje se posiciona como centro-direita.

Atualmente, a “malocrente” está filiada ao PSB, correndo inclusive o risco de perder o mandato na Câmara Municipal por conta de uma ação de infidelidade partidária movida pelo PSDB.

As semelhanças na atuação parlamentar fazem com que Adriana e Aava inevitavelmente figurem como as “queridinhas” de um mesmo tipo de eleitor. Ambas legislam e discursam de forma contundente, por exemplo, em defesa dos direitos das mulheres, com destaque para o combate às diferentes formas de violência; também atuam em defesa dos servidores públicos, de crianças e adolescentes e na proteção aos direitos das minorias, com pautas voltadas ao combate ao racismo e à LGBTfobia.

Aava Santiago e Adriana Accorsi | Foto: Reprodução/Instagram

O carisma é outro trunfo que faz com que as duas parlamentares consigam mobilizar multidões por meio do discurso (e da ação). Adriana, que foi a primeira mulher a ocupar o cargo de delegada-geral da Polícia Civil em Goiás, construiu com êxito a imagem de mulher forte e empoderada, com perfil sóbrio e incisivo. Aava, por sua vez, ganhou projeção como “caçadora de machistas”, viralizando frequentemente nas redes sociais pelos embates travados em defesa das mulheres e pela postura aberta e descontraída no diálogo com a juventude.

Ocorre que, no pleito de 2026, Adriana Accorsi e Aava Santiago devem disputar uma cadeira na Câmara Federal. Para Aava, será a primeira tentativa. Para Adriana, a busca pela reeleição. Diante disso, já se comenta nos corredores da política que o perfil semelhante pode fazer com que uma acabe atraindo eleitores que poderiam votar na outra.

Parecidas, mas não tanto

Segundo especialista ouvido pelo Jornal Opção, porém, a dinâmica não é tão simples. Para o professor de Ciência Política da Universidade Federal de Goiás (UFG), Guilherme Carvalho, mesmo tendo pautas e perfis semelhantes, as diferenças de atuação e os espaços em que cada uma construiu sua trajetória fazem com que ambas alcancem eleitores distintos.

De acordo com Carvalho, a filha de Darci Accorsi, “nascida e criada” no PT, conta com uma base consolidada dentro do partido e com um eleitorado fiel e arraigado, de perfil claramente petista. Trata-se de um segmento que, mesmo concordando com as pautas defendidas por Aava, tende a não votar na vereadora.

“Elas têm similitude nas bases. Há uma base universitária com a qual a Aava tem muito diálogo, e a Adriana também, então elas acabam se encontrando de uma forma ou de outra. Mas Adriana tem uma base que a Aava não tem, que é a base do PT. É uma base organizada na qual a Aava não é bem vista, pois sempre será percebida como tucana”, avalia.

Da mesma forma, o cientista político considera que aquilo que limita Adriana Accorsi é o próprio PT. Segundo ele, o desgaste ainda existente para parte da população, que costuma associar a legenda a escândalos de corrupção, dificulta que a deputada alcance determinados segmentos do eleitorado que, embora mais conservadores, se mostram abertos a figuras progressistas. Nesse ponto, afirma Carvalho, Aava não enfrenta o mesmo obstáculo.

Guilherme Carvalho, cientista político | Foto: Guilherme Alves/Jornal Opção

“Aava consegue alcançar um público mais amplo e tem menos rejeição partidária do que a Adriana. Já a Adriana acaba tendo um alcance mais restrito em comparação com a Aava. Por outro lado, a Aava não possui a estatura política da Adriana, nem a estrutura que ela tem, mas consegue transcender e chegar a eleitorados que a Adriana não alcança”, diz o professor.

Ele acrescenta que Aava também não carrega o peso de ter o nome associado ao número 13. “Há um eleitorado mais presente na periferia que, nas últimas eleições, especialmente em 2018, votou majoritariamente na direita. Entre aqueles que tiveram contato com as emendas da Aava e viram seu trabalho, não há um fechamento de portas para ela, mesmo sendo um público de perfil mais conservador”, afirma.

Outra diferença apontada por Guilherme Carvalho diz respeito à personalidade das duas políticas. Enquanto Adriana apresenta uma postura mais séria e comedida, marcada pela trajetória na polícia, Aava utiliza uma linguagem mais acessível à juventude e recorre com frequência a memes e vídeos virais para ampliar seu alcance.

“Elas estão em trincheiras parecidas. No entanto, o carisma da Aava gera um certo magnetismo, conseguindo manter as pessoas vidradas nela. A Adriana é mais contida, inclusive no tom de voz. Já a Aava consegue atrair eleitorados diferentes”, pontua.

O cientista político ressalta, no entanto, que, apesar de ser vista como uma estrela em ascensão, Aava precisará transformar a projeção nacional que conquistou em votos no cenário regional.

“Por um lado, as forças tendem a se concentrar no PT para garantir a cadeira da Adriana, que já parte de um ponto inicial consolidado. A Aava, por sua vez, se nacionalizou antes de crescer em Goiás. Esse é um detalhe importante com o qual ela terá que lidar: tentar crescer em Goiás da mesma forma que cresceu no Brasil”, conclui.

Palanque estadual

Um fator que pode contribuir para a divisão de votos dentro do campo da esquerda entre Adriana Accorsi e Aava Santiago é o palanque ao governo do estado com o qual cada uma deve se alinhar. A poucas semanas do fim da janela partidária, período em que deputados podem trocar de partido sem sofrer punições, o PT ainda não definiu qual nome lançará na disputa pelo Palácio das Esmeraldas.

Entre as movimentações mais recentes, há quem aposte que a legenda petista pode apostar no jurista Valério Luiz. A possibilidade ganhou força após a confirmação de que o vereador Edward Madureira disputará uma vaga na Câmara dos Deputados.

No campo de Aava Santiago, também não há sinal claro sobre qual candidato ao governo deve receber o apoio dela e do PSB, partido que atualmente preside em Goiás. Nas últimas semanas, comenta-se nos bastidores que a vereadora estaria dividida entre apoiar seu amigo e padrinho político, Marconi Perillo, o vice-governador Daniel Vilela, que deve ser o candidato apoiado por Ronaldo Caiado, ou ainda o nome que vier a ser lançado pelo PT.

A situação, no entanto, ganhou novos contornos após o PSDB recorrer à Justiça Eleitoral para pedir o mandato de Aava por infidelidade partidária. Com isso, a possibilidade de a vereadora caminhar politicamente ao lado do principal líder tucano se torna menos provável.

Caso opte por se alinhar ao candidato governista, que deve enfrentar o PT na disputa estadual, o distanciamento político entre as duas lideranças da esquerda goiana tende a ficar ainda mais evidente.

Leia também:

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