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Iluminado, Guizzo nos deu Manoel de Barros e Lobivar de Matos

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Ainda rapazola, em C.Grande, deu carona para um deputado federal pelo Piauí. O nordestino, tão logo entrou no carro, perguntou onde encontraria algum livro de Manoel de Barros e, se possível, o endereço de sua residência. Nunca tinha ouvido falar desse nome. Foi um vexame. O piauiense tinha uma verdadeira obsessão pelo poeta. Tinha ouvido suas poesias em um bar do Rio de Janeiro e ficara encantado. Só tinha uma referência, o maravilhoso poeta vivia no Mato Grosso do Sul. A solução: procurar a “enciclopédia cultural do MS”. Assim que o deputado saiu do carro, o rapaz encontrou a solução para resolver a “santa ignorância": ”procurar José Octávio Guizzo, aquele que muitos chamavam de “a enciclopédia da cultura”. Guizzo não só conhecia Manoel de Barros como era seu amigo e o mais difícil, tinha uma cópia datilografada do “Poemas concebidos sem pecado”, o primeiro livro impresso de Manoel de Barros. Livro raríssimo, tivera uma tiragem de tão somente vinte exemplares. Guizzo foi o grande divulgador no Mato Grosso do Sul das poesias de Manoel de Barros. Logo depois, Millôr Fernandes, o tornaria conhecido no Brasil. Guizzo era um gigante de quase 1,90 metros de altura e mais de uma centena de quilos. O tamanho exagerado estava, também, em sua bondade e desprendimento. “Antes os outros do que ele”, era seu lema de vida. Preferia divulgar o trabalho dos outros artistas antes dos seus. Hoje desconhecido, Guizzo foi um bom poeta. Há ótimas músicas escritas por ele. O Lobivar ressuscitado. Guizzo disse ao rapazola que existira outro grande poeta no Mato Grosso do Sul: Lobivar Barros de Matos. A coincidência era que a bisavó do rapaz cuidara de Lobivar em sua infância e parte da juventude. Imediatamente, o rapaz telefonou para sua mãe e a colocou para contar uma parte da história do Lobivar ao Guizzo. O autor de “Sarobá” e “Areôtorare” estava esquecido. Tinha fenescido pelos mal tratos de seus concidadãos. Foi Otávio Guizzo quem o ressuscitou. Guizzo foi um iluminado. Esta terra ainda não criou outro homem com um coração tão bem-aventurado. Coração, tão grande, que o matou.



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