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Chico faz 100 anos após 3 picadas de cobra e tomando mocotó todo dia

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Ele fez 100 anos. Mas não queria só bolo, parabéns e família reunida. Seu Francisco Nunes, o Vô Chico, tinha um pedido especial: queria alguém da imprensa na festa. Apaixonado por jornal, daqueles que não perdem uma notícia na televisão, ele fez questão de ter um repórter por perto no aniversário. E claro, o Lado B foi. “Me conformo com tudo, por isso eu vivo” Sentado, de camiseta personalizada para seu aniversário, Vô Chico impressiona logo de cara. Lúcido, bem-humorado e com uma memória que dá inveja, ele fala da vida com uma tranquilidade que parece segredo. “Eu me conformo com tudo. Por isso que eu vivo”, resume. E vive mesmo. De menino sozinho a dono da própria história, Chico nasceu na Bahia e ficou sem pai e mãe ainda jovem. Aos 16 anos, já estava no mundo, trabalhando para sobreviver. Veio para Mato Grosso do Sul em 1949, atrás de oportunidade. Trabalhou em fazenda, enfrentou injustiça, chegou a esperar oito anos na Justiça para receber um dinheiro que nunca veio completo, mas nunca parou. “Sempre trabalhei, sempre ajudei os outros. Onde eu moro, todo mundo gosta de mim”, conta. E não é exagero. Quem está na festa confirma: Vô Chico é daqueles que todo mundo quer por perto. Além disso, o povo ri, mas diz que ele é um homem que nada derruba. Se a vida fosse testar limites, já tentou de tudo com ele. Seu Chico já foi picado por cobra 3 vezes. A última, aos 95 anos. Depois, veio um infarto. Também passou. Operou o coração aos 96. Segue firme. “Eu sempre tive saúde. Nunca fiz extravagância”, diz. Mas tem segredo para chegar aos 100 anos? Aí vem a parte que desmonta qualquer teoria moderna de longevidade. Todo dia, sem falhar, ele começa a manhã com caldo de mocotó. O filho prepara e deixa porções para o pai, seu Chico esquenta e manda pra dentro. No almoço, refrigerante. E não adianta tentar cortar. “Sem refrigerante não desce”, avisa a família, com direito a arte estampada na camiseta. Churrasco? Só a gordura. Feijoada? Com gosto. E assim ele chegou aos 100. Se a família é grande, o coração maior ainda. Vô Chico construiu uma multidão. São sete filhos, dezenas de netos, bisnetos… ninguém sabe ao certo o número. Mas todo mundo sabe o papel dele. “Se eu tivesse que definir em uma palavra, seria força”, diz uma das netas, Gabriele Silva, de 26 anos.  Outro completa: “Ele ensinou a gente a ajudar os outros. A família inteira é assim por causa dele”, diz Lucas Machado, de 28 anos. Viúvo, ele ainda fala com carinho da esposa, dona Yolanda. Foi o grande amor da vida. E, mesmo com o tempo, a memória guarda o essencial. “Pessoa muito boa”, diz, com simplicidade. Seu Chico trabalhou até os 88 anos. Criou gado, vendeu leite, fez queijo, cuidou de horta. Nunca parou. Hoje, aos 100, diz que só não trabalha mais porque o corpo não deixa. “Se pudesse, eu trabalhava.” Sem medo, sem drama, ele fala da finitude como quem entende o ciclo. “Deus deu a vida. Na hora que precisar, eu vou.” E isso não assusta. “Eu tenho fé. Minha felicidade é estar com meu povo, com saúde”, diz.



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