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MS ocupa 5ª posição em relatos de violência sexual perto de escolas

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Em Mato Grosso do Sul, 16,2% das escolas têm diretores ou responsáveis que afirmam ouvir falar com frequência de situações de violência sexual na localidade onde a instituição está situada. O percentual coloca o estado na 5ª pior posição do país nesse indicador, empatado com o Amapá. Os dados são da PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2024, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que ouviu estudantes de 13 a 17 anos e coletou informações com diretores e responsáveis escolares em todo o País. A pesquisa não mede vitimização direta dos estudantes nesse recorte, mas a percepção dos gestores escolares sobre o entorno das instituições. O dado mapeia escolas onde a violência sexual é recorrente o suficiente para ser ouvida com frequência por quem trabalha ali. O Espírito Santo lidera o indicador nacional, com 23,4%, seguido por Roraima (22,2%) e Amazonas (20,5%). Acre (4%), Piauí (4,8%) e Rio Grande do Norte (5%) registram os menores percentuais. O problema se aprofunda quando o recorte muda. Entre os estudantes que deixaram de ir à escola por se sentirem inseguros no caminho de casa, 44,4% frequentam instituições onde a direção reportou a violência sexual como uma das situações presentes na localidade — 11º maior índice nacional, acima dos 42,1% do Brasil. Nesse mesmo grupo de estudantes que evitaram o trajeto por medo, a agressão física aparece como o indicador mais preocupante do Estado: 66,4% das escolas de MS reportaram esse tipo de ocorrência, o 6º pior resultado do País, 11 pontos acima da média nacional de 55%. O Espírito Santo lidera com 81,1%; o Piauí registra o menor percentual, com 29,8%. No quadro geral, 90,9% das escolas sul-mato-grossenses estão em localidades onde o diretor ou responsável presenciou ou ouviu falar de alguma situação de violência nos últimos 12 meses — o 7º maior índice nacional, acima dos 87,2% do Brasil. A venda de drogas no entorno aparece em 70,3% das escolas do estado como fator de insegurança no trajeto, levemente acima dos 68,2% nacionais. Outros índices Nos indicadores ligados à violência armada, o Estado se destaca de forma menos negativa. Apenas 3,7% dos estudantes de MS estão em escolas cujos gestores relatam ouvir falar com frequência de tiros ou tiroteios na localidade — o 2º menor índice do País, muito abaixo da média nacional de 13,6%. Somente Rondônia registra número inferior, com 3,3%. O Rio de Janeiro lidera esse indicador com 35,2%. No mesmo sentido, assaltos e roubos são relatados com frequência na localidade por apenas 18,6% das escolas do Estado, ante uma média nacional de 27,9% — 22ª posição entre os estados. O Distrito Federal lidera com 57,1%. As aulas suspensas por motivo de segurança completam o retrato. Em 4,9% das escolas de MS, as atividades foram interrompidas ao menos uma vez por razões de violência nos 12 meses anteriores à pesquisa — abaixo dos 7,7% nacionais. Das escolas que precisaram suspender as aulas, 69,6% o fizeram apenas uma vez; em 30,4% dos casos, a interrupção se repetiu duas vezes ou mais. O Rio de Janeiro concentra o maior índice do País, com 25,6% das escolas afetadas. Goiás é o único estado onde nenhuma escola relatou suspensão de aulas por violência. O Nordeste, como região, registra o maior índice agregado, com 11,6%.



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