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Chapão domina articulações para pré-candidatura a deputado estadual e expõe dificuldade dos partidos em Goiás

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Com o prazo para as convenções partidárias se aproximando – previstas para acontecerem entre 20 de julho e 5 de agosto -, partidos e federações em Goiás enfrentam dificuldades para montar chapas competitivas para a disputa de deputado estadual nas eleições de 2026. A escassez de nomes com potencial eleitoral e o fim das coligações proporcionais têm imposto desafios às legendas, inclusive às maiores, que ainda buscam fechar suas listas.

Ronaldo Caiado e Daniel Vilela | Foto: Divulgação

Diante desse cenário, a base governista articula a formação de um “chapão”, reunindo ao menos dois partidos ou federações, como estratégia para garantir competitividade. A proposta, liderada pelo vice-governador, Daniel Vilela (MDB), que assumirá o governo em abril, tenta unificar forças em meio à dificuldade generalizada de composição das chapas.

A base aliada ao governador Ronaldo Caiado (PSD) conta atualmente com 32 deputados estaduais, sendo que quatro disputarão vaga na Câmara Federal e os outros 28 devem buscar a reeleição. A ideia em discussão é a formação de duas chapas principais: uma pelo MDB e outra por uma federação, que pode ser União Brasil/PP ou PRD/Solidariedade, a depender da definição partidária do presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (PRD).

A proposta, no entanto, tem gerado desconforto entre parlamentares, especialmente aqueles que obtiveram cerca de 20 mil votos na eleição passada. Segundo o advogado Samuel Balduíno, especialista em Direito Público e Eleitoral, o modelo tende a favorecer candidatos mais votados. “Chapão é bom para quem tem muito voto e já tem votos cativos. Quanto mais voto o partido tiver no geral, mais vagas ele preenche”, explica.

O deputado Talles Barreto (União Brasil) afirma que as articulações estão avançadas. “Temos até sábado, 4 de abril, para definir, mas já está encaminhado, pois é a melhor opção no momento para que consigamos uma chapa forte”, disse. Ele acredita que as duas chapas serão formadas por MDB e União Brasil e avalia que Bruno Peixoto deve assumir a presidência da sigla em Goiás, a convite da direção nacional.

Talles Barreto acredita que Bruno Peixoto deverá assumir a presidente do UB em Goiás | Foto: Guilherme Alves/Jornal Opção

Já o deputado Gugu Nader (Mobiliza) aponta que a formação do chapão é reflexo da dificuldade generalizada enfrentada pelos partidos. “Isso ocorre por causa do chamado canibalismo eleitoral, fato que venho alertando há muito tempo”, afirmou. Segundo ele, partidos menores têm conseguido montar chapas com mais facilidade devido à menor concorrência interna. “Como não há grandes nomes, a disputa interna fica menor e as chances ocorrem de forma mais igualitária”, disse.

Gugu Nader | Foto: Reprodução

Gugu também destaca a redução no número de candidatos. “Na eleição retrasada foram mais de mil, na passada pouco mais de 700 e agora será cerca de 500 candidatos”, afirmou, atribuindo a queda ao fim das coligações proporcionais. Ele informou que o Mobiliza está com a chapa quase fechada. “Estou montando um ‘chapãozinho’ que não é nem chapão e nem chapinha”, declarou.

O deputado George Morais (PDT) disse concordar com o chapão, mas afirmou que permanecerá em seu partido. “Nossa legenda terá nossos próprios candidatos”, disse.

George Morais | Foto: Reprodução

O deputado Issy Quinan (MDB) negou qualquer divisão na base governista. “Não tem racha, divergência ou arranhura alguma. O que existe é diálogo e avaliação sobre qual formato oferece mais segurança e competitividade para todos”, pontuou. Ele ressaltou que ainda não há definição final. “Um dia em política é uma eternidade”, frisou.

Issy Quinan | Foto: Fábio Costa

Já o deputado André do Premium confirmou as divergências. “É a vontade de alguns deputados, porém outros não concordam com a ideia de ficar todo mundo só em dois partidos”, disse. Segundo ele, o modelo favorece candidatos mais votados. “Quem teve vinte e poucos mil votos tem medo de disputar com quem tem quarenta”, enfatizou. Ele também destacou a dificuldade de montar chapas completas. “Não tem gente para fazer 42 nomes”, ressaltou.

Como funciona o sistema proporcional

De acordo com o advogado Samuel Balduíno, as eleições para deputado estadual seguem o sistema proporcional, no qual as vagas pertencem aos partidos ou federações. “O que define quantas vagas cada legenda terá é o desempenho coletivo da chapa. Depois disso, os candidatos mais votados dentro do partido ocupam essas vagas”, explica.

Ele destaca que o cálculo é feito com base no quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras. Além disso, o candidato precisa atingir ao menos 10% desse quociente para assumir a vaga.

Outro ponto importante, segundo o especialista, é a distribuição das sobras. “Após a divisão inicial, as cadeiras remanescentes são distribuídas em etapas, considerando desempenho mínimo dos partidos e candidatos”, pontua.

Samuel Balduíno, especialista em Direito Público e Eleitoral | Foto: Acervo pessoal

Sobre a formação das chapas, Balduíno lembra que cada partido pode lançar até o limite de vagas mais um candidato e deve cumprir a cota de gênero, com mínimo de 30% e máximo de 70% para cada sexo.

Prazos eleitorais

As convenções partidárias ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto. O registro das candidaturas deve ser feito até 15 de agosto. Já a janela partidária ocorre entre 5 de março e 3 de abril, período em que parlamentares podem trocar de partido sem perda de mandato.

Chapas em formação

A seguir, um panorama das chapas em construção nos principais partidos e federações em Goiás. As listas ainda não estão fechadas e podem sofrer alterações até o prazo final das convenções.

Federação União/PP

A federação União/PP aposta em nomes já conhecidos do cenário político e com forte atuação regional para compor uma chapa competitiva nas eleições proporcionais. A estratégia mira equilíbrio entre experiência política e capilaridade eleitoral nos municípios.

Entre os pré-candidatos estão Virmondes Cruvinel, Lincon Tejota, Amauri Ribeiro, Paulo do Vale, Rubens Marques, Talles Barreto e Jamil Calife (PP).

Pré-candidatos da Federação União/PP | Foto: Reprodução

MDB

O MDB trabalha na estruturação de sua chapa com nomes já conhecidos no cenário político, buscando competitividade e equilíbrio interno. A sigla ainda mantém articulações em andamento para consolidar todos os pré-candidatos.

Entre os nomes colocados estão Charles Bento, Amilton Filho, Paulo Cesar Martins e Issy Quinan.

Pré-candidatos do MDB | Foto: Reprodução

PRD/Solidariedade

A federação surge como alternativa dentro da base governista para compor o chapão, reunindo nomes com experiência política e eleitoral, como:

Rafael Soares, Cristóvão Tormin, Alessandro Moreira, Coronel Adailton, João Alberto de Santa Helena, Wagner Neto e André do Premium.

Da esquerda para a direita: André do Premium, Wagner Neto, Coronel Adailton e Cristóvão Tormim | Foto: Reprodução

Republicanos

A legenda aposta em nomes já conhecidos do eleitorado e busca montar uma chapa enxuta e competitiva, sendo composta por:

Vivian Naves, Sabrina Garcez, Samuel, Zé Antônio, Roni Trindade, Luiz Posse, Samuel Esteves, Miguel Veloso, Cardoso, Elaine Flagyn, Waldomiro Borba e Samuel Gemus.

Sabrina Garcez e Vivian Naves | Foto: Reprodução

PSDB

O partido trabalha para fortalecer sua chapa com lideranças tradicionais e novos quadros, com nomes de Clécio Alves, José Machado, Edson Automóveis, Dr. Hélio de Sousa e Gustavo Sebba.

Da esquerda para a direita: Dr. Hélio de Sousa, Gustavo Sebba, Edson Automóveis e Clécio Alves | Foto: Reprodução

Mobiliza

A sigla tenta aproveitar a menor concorrência interna para estruturar uma chapa equilibrada.

Gugu Nader, Veter Martins, Zeli Fritsche e Cristiano Galindo são alguns dos nomes. Gugu Nader frisa que a chapa já está completa, porém não poderá revelar os demais integrantes no momento.

Da esquerda para a direita: Cristiano Galindo, Zeli Fritsche, Veter Martins e Gugu Nader | Foto: Reprodução

PSD

O partido do governador Ronaldo Caiado ainda enfrenta desafios para completar sua nominata, que conta com nomes como Wilde Cambão, Francisco Júnior e Cairo Salim.

Francisco Júnior e Wilde Cambão | Foto: Reprodução

PSB

O partido que tem Aava Santiago como presidente busca consolidar uma chapa com nomes experientes e atuação reconhecida, como os de Elias Vaz e Karlos Cabral.

Karlos Cabral e Elias Vaz | Foto: Reprodução

Avante

A legenda afirma estar com a chapa praticamente completa e aposta em nomes sem mandato, mas com potencial eleitoral, como Romário Policarpo, Omar, Antônio (Toni), Luciula do Recanto, Edna Enfermeira, Kikinha, Samuel Martins, Brunão, Rose Melo, Gleimo, Pastora Ivone, Alexandre Embal, Popó, Rose Guimarães, José Roberto, Bruna Arroio, Cory Benevides e Coronel Bites.

Romário Policarpo | Foto: Reprodução

Federação PT-PCdoB-PV

A federação reúne partidos de esquerda e aposta em uma chapa robusta, com forte presença de lideranças políticas e sociais, que inclui nomes de Mauro Rubem, Bia de Lima, Kátia Maria, Fabrício Rosa, Antônio Gomide, Júlio Pina, Paulo Alves, Railton Nascimento, além de Serjão, Renato, Delegado Yasser, Biel, Cleiton, Profª Railda, Rodrigo, Jailson Casa de Carne, Vereador Cesinha, Bola de Fogo, Ana Carol, Fernandes, Prof. Mamede Leão, Profª Cristiane, Profª Hilvany Pinheiro, Prof. Silvano, Ângela de Jesus, Paulo César Pereira, Edilson Costa e Orlanes Maranhão.

Pré-candidatos do PT | Foto: Reprodução

PL

O partido reúne nomes conhecidos e aposta em uma chapa forte no campo conservador, dentre eles: Major Araújo, Eduardo Prado, Lissauer Vieira, Dieyme Vasconcelos, Cel. Urzeda, Marco Nascimento, Willian Veloso, Major Hugo Christiani, Pr. Alex Trindade, Davi Machado e Dr. Amarildo Filho.

Da esquerda para a direita: Dieyme Vasconcelos, Lissauer Vieira, Eduardo Prado e Major Araújo | Foto: Reprodução

Democracia Cristã (DC)

A legenda investe em uma chapa para ampliar suas chances no sistema proporcional, com os nomes, até o momento, de Gil Tavares, Zé Diniz, Daniel Messac, Sérgio Bravo, Joaquim Guilherme, Simeyzon, Fred Vidigal, Pedro Paulo, Major Eldecirio, Filipe Cortez, Carpegiane, Ironildo Valadares, Zé da Imperial, Welton Lemes, Cabo Sena, Bessa e Graciele Marta.

Daniel Messac e Gil Tavares | Foto: Reprodução

Agir

O partido está com a estrutura em formação e que deve avançar na montagem da chapa até as convenções, com um nome público até o momento: Rosângela Rezende.

Rosângela Rezende | Foto: Reprodução

Vale reforçar que as listas são preliminares e refletem o atual estágio das articulações políticas em Goiás, que pode mudar a qualquer momento.

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