Operário, Bataguassu e dirigentes avaliaram a final do Campeonato Sul-Mato-Grossense de 2026 após a vitória por 2 a 1 do Galo, de virada, na noite desta quinta-feira (2), no Estádio das Moreninhas, em Campo Grande. Os protagonistas destacaram a campanha, analisaram o jogo e projetaram a sequência da temporada. Campeão, o volante Jonas destacou o cumprimento da meta e o peso do tricampeonato. “Muito feliz. A equipe está de parabéns. O objetivo era ser campeão e ser tri. Foi um jogo difícil, o time deles tem qualidade, mas a gente foi crucial e conseguiu o resultado”, disse. Ele também citou a troca de comando durante o torneio. “Isso faz parte do futebol. A gente não controla. Temos que dar o melhor, independente de quem esteja no comando”. O zagueiro Guilherme Teixeira valorizou a campanha invicta e o trabalho coletivo. “É fruto de muito trabalho. Todo mundo contribuiu para esse título. A gente se cuidou dentro e fora de campo. É humildade e dedicação de todos”, afirmou. Ele também já mira a sequência. “Agora é comemorar hoje e mudar a chave. A Série D começa domingo e a gente quer o acesso”. Pelo lado do Bataguassu, o atacante Alex Choco ressaltou a trajetória até a final e lamentou o empate logo após abrir o placar. “A gente fez uma campanha maravilhosa. Quando fizemos o gol, achei que dava para ampliar. Se não toma o pênalti, talvez saísse o segundo e a decisão fosse para os pênaltis”, avaliou. “O gol deixou a gente cabisbaixo, mas faz parte. É seguir de cabeça erguida”. Artilheiro e destaque da equipe, ele também falou sobre o futuro. “Tenho que agradecer a todo mundo. Ainda não posso falar, mas não vou ficar no Bataguassu”, disse. Sobre a fase goleadora, manteve o foco. “Não deixo isso subir à cabeça. Tento manter o trabalho e espero continuar fazendo gols”. O presidente da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Operário, Ivando Maluf, classificou o tricampeonato como missão cumprida em meio a mudanças. “Foi muito difícil. A gente trocou o pneu com o carro andando, mas conseguimos o tri. O Operário é maior que tudo”, afirmou. Ele também comentou a troca de treinador. “Foi divergência de pensamento. Cada um segue seu caminho”. Maluf projetou a sequência nacional. “Vamos trabalhar muito. A Série D começa já e a gente quer dar resposta. Depois vamos definir o comando técnico”. Presidente da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), Estevão Petrallas destacou o equilíbrio do torneio e a presença do público. “O Bataguassu fez uma grande campanha. Muitos clubes queriam estar aqui. É bonito ver o estádio com gente, alegria e organização. O futebol é instrumento de inclusão”, disse. Ele também projetou o futuro. “A esperança para 2027 se renova com mais responsabilidade”. A final teve três gols no segundo tempo. O Bataguassu abriu o placar, mas o Operário empatou de pênalti e virou com Léo Fenga. O resultado garantiu o 15º título estadual do Galo e o terceiro consecutivo.