O Capitólio e o Gran Teatro são destaques da arquitetura de Cuba
Lúcia Pedreira
Em Cuba
Depois de conhecer outras cidades, praias de mar azul turquesa, voltamos à capital. Desta vez, ficamos em Havana Vieja, o centro histórico.
Pelas estradas do país, não se vê outdoors comerciais, apenas poucos cartazes com dizeres da revolução. Também nas cidades não há este tipo de exposição.
No centro histórico, estão muitos prédios em estilo colonial, neoclássico, art déco. O Capitólio de Cuba é destaque em ostentação. Construído em 1926, é a sede do Parlamento Cubano, a Assembleia Nacional do Poder Popular, grande atração turística.
Ao lado, está o Gran Teatro de La Habana Alicia Alonso. A casa leva o nome da grande bailarina e coreógrafa cubana, que morreu em 2019, aos 99 anos. O teatro está sendo restaurado há alguns anos e, segundo o nosso guia, não tem previsão de conclusão.
É permitida a visitação nos espaços onde não há obra. Salas majestosas, com colunas e esculturas em mármore, em estilo neobarroco. Na entrada do prédio, uma exposição de artesanato e pinturas de artistas locais.
Um pouco adiante, um outro prédio colonial guarda a história da revolução cubana, o Museu da Revolução. Mais afastada do centro, conhecemos a casa de Che Guevara.
Ainda percorrendo as ruas de Havana Vieja, estão outras edificações antigas, resistindo ao tempo, sem restauração. Ao redor, comércio e moradias. Na capital, como nas demais cidades do país, há mistura de prédios antigos com construções mais modernas.
Entre as ruas largas e estreitas do centro histórico, existem vários restaurantes, pequenos comércios, alguns poucos mais sofisticados, como a loja de charutos que conhecemos.
No meio da urbanização, também há muita pobreza. Os pedintes e pessoas que abordam os visitantes para levar a restaurantes, em troca de gorjeta, são alegres e lembram o Brasil com intimidade, falam do presidente Lula da Silva, amam as novelas brasileiras.
O custo de vida em Cuba
As fachadas dos prédios em Cuba, mesmo os particulares, são pintadas pelo governo e isto não tem sido feito. O salário-mínimo no país é de 2.100 pesos, o equivalente a 469 reais. Um quilo de arroz, por exemplo, custa 400 pesos. Prova que a sobrevivência não pode ter hábitos consumistas, nem de longe.
Consegue melhor rendimento quem trabalha com aluguel de casas, serviços de táxi, empregos em negócios privados, como turismo e outros. A segurança no país não se discute é uma regra obedecida. Pode-se andar pelas ruas tranquilamente, em qualquer horário.
Nas farmácias, todas do governo, a situação é ruim. Prateleiras vazias, com pouquíssimos medicamentos. Os cubanos dizem que na época de Fidel Castro o socialismo tinha cara de comida farta na mesa, saúde e educação para todos.
Lúcia Pedreira, jornalista, é colaboradora do Jornal Opção.
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