Secretaria de Saúde de Anápolis muda lógica das filas de cirurgia e passa a priorizar casos graves, diz diretora
A Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis informou que tem adotado uma série de estratégias para organizar e dar mais transparência à fila de cirurgias, especialmente na área de ortopedia. Em entrevista ao Jornal Opção, a diretora de Regulação Dayane Luiz detalhou como funciona o sistema e os avanços recentes com a implementação do programa Saúde Agora.
Segundo a gestora, o município trabalha com múltiplas filas, organizadas de acordo com o tipo de procedimento. As solicitações podem ser feitas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), via WhatsApp ou presencialmente, e todas são registradas em sistema.
“A prioridade não é só por ordem de chegada, mas por critérios como gravidade, dor, risco de piora e tempo de espera. Casos urgentes são atendidos primeiro, e os eletivos seguem filas organizadas para garantir equidade”, explicou.
Ela destacou ainda que a fila é dinâmica, com entrada e saída constante de pacientes. “O tempo de espera varia conforme o tipo de procedimento e a gravidade do caso. Procedimentos mais complexos ou com menor oferta tendem a ter maior tempo de espera”, afirmou.
A diretora ressaltou que a Secretaria tem realizado um trabalho contínuo de qualificação dos dados. “Estamos revisando cadastros, atualizando informações e evitando distorções, o que traz mais transparência e justiça no processo.”
O programa Saúde Agora, segundo a diretora, tem sido peça-chave na redução da demanda reprimida. “Ele permitiu a ampliação do número de consultas e cirurgias, a realização de mutirões organizados e o melhor aproveitamento das vagas disponíveis”, disse.
De acordo com ela, já é possível observar resultados positivos. “Na ortopedia, já observamos avanço importante, principalmente na organização da fila e no aumento da produção cirúrgica.”
Apesar dos avanços, desafios ainda persistem. A principal dificuldade, de acordo com a gestora, é a chamada “higienização” das filas. “Isso significa atualizar e qualificar os dados, garantindo que permaneçam apenas pacientes que realmente ainda necessitam do procedimento”, pontuou.
Ela também mencionou a demanda reprimida acumulada ao longo dos anos como um obstáculo relevante. Para os próximos meses, a Secretaria pretende intensificar as ações.
“Estamos ampliando os mutirões, melhorando a organização da rede e buscando o uso da tecnologia para dar mais transparência e controle da fila”, afirmou. Segundo a diretora, o objetivo é “reduzir o tempo de espera e garantir um acesso mais justo e eficiente para a população.”
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