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CFM pune médico por erro que deixou filho de vereador em estado vegetativo

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O CFM (Conselho Federal de Medicina) confirmou punição de 30 dias de suspensão para o médico Antônio Rodrigues de Pontes Neto no caso do paciente Roberto de Avelar Júnior, de 35 anos, que ficou em estado neurovegetativo em 2022, após erros graves durante cirurgia no Hospital Adventista do Pênfigo, em Campo Grande. Já a punição para a diretora técnica Karin Kiefer Martins foi alterada de suspensão por 30 dias para censura em publicação oficial. As decisões foram tomadas ontem pelo CFM, que tem sede em Brasília. A sessão, nas modalidades presencial e videoconferência, teve duração de três horas. Agora, a punição será executada.  “Essas decisões do CFM são muito importantes porque vão validar os outros processos que estão correndo nas esferas cível e criminal. O médico é processado na esfera criminal por lesão corporal gravíssima, com dolo eventual”, afirma Beto Avelar.  No dia 23 de outubro do ano passado, o CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) aplicou punições, confirmadas pelo CFM.  O anestesista foi condenado por negligência, imperícia e imprudência, além de delegar atos exclusivos da profissão médica e desrespeitar normas do Conselho de Medicina. Ele também não obteve consentimento adequado e deixou de usar todos os meios disponíveis para prevenção e tratamento de Júnior. A diretora técnica foi responsabilizada por desobedecer a resoluções, acobertar conduta antiética e não denunciar irregularidades à comissão de ética.  A cirurgia - Em 25 de fevereiro de 2022, uma sexta-feira de Carnaval, Roberto de Avelar Júnior, então com 30 anos, entrou caminhando no Hospital Adventista do Pênfigo, unidade da Avenida Gunter Hans, em Campo Grande, para cirurgia simples de retirada de pino do braço esquerdo. Porém, só voltou para a casa no Dia dos Pais daquele ano, em 14 de agosto, já em estado neurovegetativo, quadro que permanece anos depois. A família relatou que ele sofreu parada cardíaca, bradicardia e falta de oxigenação, além de procedimentos de extubação realizados de forma inadequada. Já a sindicância do hospital não encontrou problemas e aponta que a parada cardiorrespiratória no processo anestésico pode acontecer com qualquer pessoa.  Em nota, o hospital menciona a mudança na punição da médica Karin Kiefer Martins. "Ressalta-se que ficou consignado na decisão do CFM, que à época, a dra. Karin diretora técnica do hospital, instaurou sindicância para apuração dos fatos. Esclarecemos, ainda, que o médico citado não integra o corpo clínico da instituição, razão pela qual o hospital não possui ingerência sobre sua atuação profissional, tampouco pode se manifestar em seu nome. Por fim, reiteramos que a instituição permanece à disposição das autoridades competentes e reforça seu compromisso com a qualidade assistencial e a segurança dos pacientes.". A reportagem questionou o CFM sobre a possibilidade de recursos, mas não recebeu resposta até a publicação da matéria. O Campo  Grande News não conseguiu contato com a defesas do médico.  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .



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