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Ana Paula: “Antes, Rio Quente era tratado como quintal de Caldas Novas. Hoje, recebemos 3 milhões de turistas por ano”

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Prefeita eleita e reeleita do município de Rio Quente, Ana Paula de Oliveira Lima vive, hoje, um momento estratégico à frente da gestão municipal. Jornalista por formação, a gestora tem trajetória marcada pela atuação técnica e política – é filha do ex-prefeito do município, Rivalino Alves, e já foi Secretária de Turismo, Cultura e Meio Ambiente antes de assumir o comando do Executivo municipal.

Sob sua gestão, o município de apenas 37 anos de emancipação ainda busca firmar uma identidade própria e independente da vizinha Caldas Novas, focando em inovação e no conceito de “cidade humana”. E parece estar no caminho certo para isso.

Nesta entrevista ao Jornal Opção, a prefeita detalha um plano milionário de investimentos, com destaque para a implantação de um teleférico e restaurantes panorâmicos na Serra de Caldas Novas, projetos estruturados em parceria com o BNDES.

Ana Paula não foge dos temas espinhosos, e discute as medidas preventivas para mitigar os impactos da reforma tributária e a utilização de operações de crédito, como o Finisa, que permitiram recapear vias urbanas e investir em saneamento tecnológico.

No campo político, a prefeita de Rio Quente é categórica ao declarar apoio à reeleição de Daniel Vilela e à pré-candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, cujos índices de aprovação e resultados em segurança e educação ela utiliza como base para sua defesa.

Ana Paula também aborda a cooperação regional na saúde, o crescimento do IDEB local e a posição de Rio Quente como uma das cidades mais seguras do país em sua categoria. Com um olhar tanto para a infraestrutura turística quanto ao bem-estar social, a prefeita também apresenta um balanço de como uma cidade de pequeno porte pode se destacar no cenário estadual e nacional.

Ton Paulo – Gostaria de saber, considerando os pré-candidatos atualmente colocados para o governo de Goiás. Temos Daniel Vilela, que deve disputar a reeleição; Marconi Perillo, que tenta retornar ao poder; Wilder Morais; além de um possível candidato do PT. Diante desses nomes, e considerando sua experiência como gestora, há algum que apresente maior apelo junto ao público, seja pelo histórico ou pela trajetória? Como a senhora avalia esse cenário atual?

Declaro apoio a Daniel Vilela, sobretudo em razão do desempenho da equipe do governo Caiado, que demonstrou excelência. Na área da educação, por exemplo, o estado apresenta resultados expressivos: ocupa o primeiro lugar no IDEB e o segundo na alfabetização no país, ficando atrás apenas do Ceará. Na segurança pública, também alcança a primeira posição.

Trata-se, ainda, de um governo com perfil municipalista. Rio Quente, por exemplo, é um município com cerca de 4 mil habitantes, e tem sido beneficiado por ações conjuntas do governador Caiado e de Daniel Vilela, que vêm impulsionando o desenvolvimento local. Como evidência, destaca-se a duplicação da GO-213, que liga Caldas Novas a Morrinhos, além do edital para a duplicação da GO-507, dentro do município.

Há também a expectativa de publicação de um novo edital para a implantação de um teleférico em Rio Quente, cuja concessão já foi garantida, incluindo a exploração de trilhas ecológicas. Essas iniciativas refletem um governo que promoveu desenvolvimento econômico e investimentos em infraestrutura na região.

A continuidade de uma gestão que tem apresentado resultados positivos, tanto no estado de Goiás quanto em nível nacional, é coerente. O governador Caiado, inclusive, é amplamente reconhecido, com índices de aprovação superiores a 80%. Nesse contexto, não há razão para retrocessos. Meu apoio é a Daniel Vilela.

João Paulo Alexandre – Gostaria que a senhora explicasse melhor a questão do teleférico em Rio Quente e, ao mesmo tempo, comentasse sobre os atrativos da cidade, especialmente no que diz respeito aos investimentos na área do turismo, que são bastante necessários. Como esse projeto deve funcionar e de que forma pode contribuir para atrair mais visitantes?   

O projeto envolve a participação de empresas interessadas, a partir de um estudo realizado em parceria com o BNDES, o Estado de Goiás e a Semad, sob a condução de Andrea Vulcanis, que é referência na área ambiental. Esse estudo apontou a viabilidade de implantação de um teleférico em Rio Quente.

Além do teleférico, estão previstos outros equipamentos turísticos, como restaurantes panorâmicos na Serra de Caldas Novas. A região é conhecida como destino das Águas Quentes, conforme diretrizes do Ministério do Turismo, abrangendo tanto Caldas Novas quanto Rio Quente, cidades que possuem forte integração e vocação turística complementar.

O projeto contempla a instalação de diversos equipamentos ao longo da serra, com investimento estimado em mais de 100 milhões de reais. Um leilão chegou a ser publicado, mas foi suspenso após a apresentação de recursos por parte de empresas interessadas. A expectativa é de que um novo edital seja lançado ainda neste semestre.

Ton Paulo – Após quatro anos de crescimento, o turismo em Goiás registrou queda de 0,4% em 2025, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços divulgada pelo IBGE em fevereiro deste ano. A que a senhora, como prefeita de uma cidade turística, atribui essa queda?

Em Rio Quente, há um esforço constante para diversificar a oferta turística. Esse trabalho tem sido feito em parceria com o prefeito de Caldas Novas, Kleber Marra. O fluxo de turistas continua, mas é necessário avançar na fidelização, melhorar a gastronomia e ampliar parcerias com instituições como Sebrae, Senar e Senac, que já atuam na região.

Quando se compara com destinos como Pirenópolis, que tem mais de 200 anos, existe uma diferença natural, principalmente na gastronomia, já que Rio Quente tem apenas 37 anos. Por outro lado, na infraestrutura turística, o município conta hoje com mais de 10 mil leitos, o que demonstra sua capacidade de receber visitantes.

O principal ponto agora é diversificar as experiências oferecidas, pois a demanda existe. Rio Quente recebe mais de 3 milhões de visitantes por ano, e a região, junto com Caldas Novas, ultrapassa os 10 milhões. Caldas Novas também tem avançado com novos investimentos e empreendimentos, o que reforça o bom momento da região como destino turístico.

Ao mesmo tempo, o cenário econômico do país impacta diretamente o setor. A inflação alta e o endividamento da população influenciam o comportamento do turista, que passa a priorizar o pagamento de dívidas. Isso acaba afetando a região. Ainda assim, o estado de Goiás tem apresentado crescimento e se destacado no desenvolvimento econômico.

“Rio Quente recebe mais de 3 milhões de visitantes por ano, e a região, junto com Caldas Novas, ultrapassa os 10 milhões”, afirma Ana Paula | Foto: Fábio Chagas/Jornal Opção

Ton Paulo – Quando se fala de águas termais em Goiás, é quase inevitável falar de Rio Quente e também de Caldas Novas. Qual é hoje o nível de cooperação entre os dois municípios, tanto no turismo quanto nas áreas econômica e cultural?

Na área da saúde, por exemplo, também há atendimento a Caldas Novas. O município vinha enfrentando dificuldades pelo que foi deixado pela gestão anterior, e o prefeito Kleber Marra tem trabalhado para resolver isso. Em quatro anos é pouco tempo, mas houve avanços, e a reeleição demonstra esse reconhecimento. Agora, em parceria com o governo federal, já foi anunciada, com ordem de serviço, a construção de uma maternidade, que deve beneficiar toda a região.

Kleber Marra tem uma postura aberta, recebe bem os prefeitos e mantém diálogo. Há alinhamento, o que facilita essa relação. Antes, o município de Rio Quente era tratado como um quintal de Caldas Novas, mas hoje há uma nova forma de administrar e de se relacionar.

A região trabalha de forma conjunta. Há uma relação próxima, com um município dependendo do outro em várias áreas. Na saúde, especialmente em urgência e emergência, Rio Quente atende moradores de Caldas Novas e também é referência nessa área no estado de Goiás.

Essa parceria se estende para outras áreas. Rio Quente é beneficiada por essa relação com Caldas Novas, e os dois municípios acabam crescendo juntos

João Paulo Alexandre Como Rio Quente está se tornando mais atrativa para investidores?

Desde a época em que estive à frente da Secretaria de Turismo, Cultura e Meio Ambiente, foi realizado um trabalho para levar visibilidade ao município, como a realização do Fórum Internacional de Cidades Criativas, com a participação de palestrantes e especialistas. Isso tem gerado resultados.

Agora, com o portal, também foi conseguido um recurso do governo federal para investimento nessa estrutura. Está em fase de inauguração a Rua de Lazer do bairro Esplanada, que é o centro turístico. A proposta é que seja uma rua mais charmosa e diferenciada.

Quando se trabalha com arquitetura urbanística, a cidade se transforma. Há investimentos em paisagismo, deixando o município mais organizado e atrativo. Na educação, também há avanços. Foi construída, com recursos próprios, uma escola de 7 milhões de reais. O IDEB passou de 5,4 para 6,3.

Na alfabetização, em nível nacional, o município está entre as 122 cidades brasileiras com melhores resultados, entre mais de 5.500. Esse reconhecimento foi recebido de forma consecutiva.

Com essas transformações, tanto na área urbanística quanto na educação, os investidores passaram a olhar Rio Quente de forma diferente. A escola oferece disciplinas como robótica, inglês, turismo e meio ambiente, além de culinária.

Há estudantes de Caldas Novas que vão para Rio Quente. A cidade também se destaca pela segurança, sendo considerada a mais segura do país entre municípios de até 30 mil habitantes, segundo o Instituto Aquila, com reconhecimento em Brasília. Além disso, o município também tem apoiado a segurança pública, auxiliando a Polícia Militar, inclusive com o pagamento de horas extras.

Recebemos premiação em Brasília. Com essas transformações na área de infraestrutura, a cidade está totalmente recapeada.

Agora, com o novo governo de Daniel, devem ser liberados mais dois milhões e meio de reais por meio da Goinfra. Pedro Sales tem contribuído muito nessa articulação, com uma atuação destacada à frente da instituição. Ele se afastou para disputar uma vaga como deputado federal, e há expectativa positiva em relação à sua eleição, pela competência demonstrada.

Com todos esses investimentos, incluindo habitação popular, o município também está entre as dez cidades mais sustentáveis do estado de Goiás.

Da mesma forma, o agora ex-presidente da Goiás Turismo, Roberto Naves, que foi o presidente que destinou no último Réveillon, para Rio Quente, mais de um milhão de reais junto com a sua esposa, Vivian, que é deputada estadual. Eu só tenho que agradecer.

“Com todos esses investimentos, incluindo habitação popular, o município também está entre as dez cidades mais sustentáveis do estado de Goiás”, diz prefeita de Rio Quente Foto: Fábio Chagas/Jornal Opção

Ton Paulo – É importante ouvir gestores de municípios menores, que têm se destacado, mas que também foram apontados por economistas e especialistas como os mais afetados pela reforma tributária, especialmente pela possível perda de arrecadação. Como foi no caso de Rio Quente? Como a gestão está lidando com os efeitos dessa reforma?

Há uma tendência de maior centralização dos impostos no governo federal, o que não é positivo para os municípios. Também há preocupação em relação ao ISSQN, já que existe a possibilidade de maior dependência da União. Ainda são mudanças em andamento, que acontecem de forma gradual.

Em Rio Quente, a medida adotada até o momento tem sido preventiva. Foi contratado, pela primeira vez, um especialista na área tributária, um advogado que já presta serviço para diversos municípios. Ele está trabalhando na atualização e estruturação do código tributário do município.

A ideia é que, nos próximos um ou dois anos, quando os efeitos da reforma forem mais sentidos, o município esteja preparado para evitar perdas maiores de receita. Existe a preocupação com a redução do FPM, que vem ocorrendo, e, por isso, também é necessário fortalecer a relação com as empresas e buscar alternativas para manter a arrecadação.

Ton Paulo – Rio Quente possui atualmente CAPAG A+. O município pretende contratar alguma operação de crédito de maior porte?

O município já contratou um financiamento pelo Finisa, junto à Caixa Econômica Federal, e os pagamentos estão em dia. Com esses recursos, foi possível recapear cerca de 90% da cidade. Com os novos investimentos que devem ser destinados pela Goinfra, a expectativa é chegar a 100%.

Também foram investidos cerca de 1 milhão e 300 mil reais, por meio desse financiamento, na construção de uma estação de tratamento de esgoto. Inicialmente, havia um projeto de cerca de 6 milhões, mas foi possível construir uma estrutura mais tecnológica e com custo menor, o que se mostrou viável.

Esse tipo de financiamento é importante para viabilizar investimentos, especialmente em municípios menores. Em cidades com maior capacidade econômica, como São Paulo, essa prática é mais comum.

Para novas operações de crédito, ainda é necessária a aprovação da Câmara Municipal. De todo modo, é fundamental manter o equilíbrio entre receita e despesa para garantir a sustentabilidade das contas públicas.

Ton Paulo – Falando em investimentos, queria saber sobre as emendas parlamentares que chegam ao município. Há representantes da região no parlamento, como a deputada Magda Mofatto, entre outros. O município tem recebido esses investimentos?

Eu admiro muito a deputada federal Magda Mofatto. Trabalhei na TV Caldas, então tenho uma consideração por ela como empresária e empreendedora. É uma empresária bem conceituada e que agrega à nossa cidade.

Mas o deputado do Rio Quente é o Glaustin da Fokus, que tem ajudado bastante o município. É quem mais contribui. Também há apoio de outros parlamentares, como Zé Nelto, Professor Alcides, Veter Martins, Coronel Adailton, Henrique César e a deputada Vivian Naves.

Na prática, é preciso buscar ajuda de vários deputados, porque não é possível depender apenas de um. As emendas, muitas vezes, giram em torno de 500 mil reais por ano, o que acaba sendo pouco. Só na área de asfalto, por exemplo, a demanda passa de 13 milhões de reais, incluindo drenagem.

Então, o município não pode ficar restrito a poucas emendas e precisa desse apoio mais amplo para atender às necessidades.

João Paulo Alexandre – Retomando esse debate político e os nomes que a senhora citou, a senhora já mencionou apoio ao Daniel. Mas gostaria de saber também em relação aos outros cargos: deputado estadual, senador e presidente. Como ficam esses apoios?

Há vários parceiros dentro da base, mas o apoio principal é para Daniel, para governador, e para Caiado, como presidente. A expectativa é que ele chegue ao segundo turno ou até vença no primeiro. Existe confiança nesse projeto, até pela avaliação de que ele é um nome preparado para o país.

Para deputado federal, o principal apoio é para Glaustin, que é quem mais contribui com o município. O critério é esse: quem mais ajuda Rio Quente, especialmente com emendas, recebe mais apoio. Outros parlamentares também são apoiados na medida do possível.

No caso dos deputados estaduais, Veter e Henrique César têm presença forte no município e devem ter boa votação em Rio Quente.

Prefeita confirma apoio a Glaustin da Fokus para deputado federal | Foto: Fábio Chagas/Jornal Opção

Ton Paulo – E para o Senado?

Entre os senadores, Vanderlan Cardoso foi o único que esteve presencialmente no município. Houve tentativas de contato com Wilder Morais, mas não houve atendimento, o que dificultou o diálogo, inclusive por questões partidárias. Não gosto disso, de condicionar o apoio à questão partidária.

Atualmente, há filiação ao Solidariedade, um partido que, mesmo sendo menor, cumpre compromissos com os municípios. Mas fui convidada para assumir a vice-presidência do Podemos.

Outro nome importante é o de Gracinha Caiado, que também tem atuação destacada e contribui com o município. A avaliação é de que ambos, Gracinha e Vanderlan, merecem apoio.

Gracinha Caiado é lembrada pelo trabalho social, com ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade em diversos municípios, incluindo Rio Quente, com investimentos em infraestrutura, ampliação de equipamentos públicos e programas de apoio à renda.

João Paulo Alexandre – Como surgiu a ideia da revitalização de parte da cidade, como a Rua de Lazer?

A ideia surgiu a partir do conceito de cidade criativa. O slogan hoje é “Rio Quente, cidade humana e inovadora”. Há um trabalho de inovação em áreas como educação, saúde e telemedicina. Também foi estruturado um centro de pilates, que já está pronto e será inaugurado.

Existe um cuidado com o aspecto humano, mas também com a tecnologia e a criatividade. A proposta é valorizar os pequenos detalhes, estimulando a economia criativa a partir dos talentos locais, da arquitetura urbanística e da cultura.

A Rua de Lazer vem com essa proposta de criar identidade. Não será coberta por sombrinhas, mas contará com elementos como boias coloridas e pergolados. O espaço já está em fase final, com testes de iluminação e chafarizes, e a ideia é que seja uma rua charmosa, um diferencial para a cidade.

Também há um trabalho de fortalecimento da marca “Cidade de Rio Quente”. Muitas pessoas ainda associam o município a Caldas Novas, mas Rio Quente é uma cidade emancipada há 37 anos. A Rua de Lazer faz parte desse esforço de reforçar a identidade própria do município.

Ton Paulo – Em janeiro deste ano, houve grande repercussão de um caso envolvendo a morte de uma turista após afogamento em um hotel de Rio Quente, o que, claro, foi uma fatalidade e não negligência do estabelecimento. Embora sejam situações pontuais, esse tipo de tragédia pode impactar negativamente o turismo. A prefeitura mantém diálogo com as empresas da região sobre o cumprimento de normas de segurança?

Casos como esse são raros. Os índices de afogamento e acidentes são muito baixos, até porque o Rio Quente Resorts é uma empresa que investe bastante em segurança, tanto na área alimentar quanto na prevenção de acidentes. Nos demais empreendimentos, como campings e hotéis, o índice também é praticamente zero.

O setor turístico da cidade é bem estruturado. O Rio Quente Resorts, por exemplo, contribui com a arrecadação turística e ambiental, com um repasse mensal em torno de 200 mil reais para o município. Outros empreendimentos nem sempre fazem esse repasse, mas, como se trata de uma contribuição voluntária, isso é respeitado.

Além disso, há um trabalho para envolver mais os empresários no desenvolvimento da cidade. A proposta é que eles também sejam protagonistas, participem mais das decisões e invistam em melhorias, como a revitalização de fachadas, organização dos espaços e apoio a eventos. Há iniciativas nesse sentido, como parcerias com o Sebrae para capacitação e incentivo à organização do setor.

A prefeitura tem investido em projetos como a Rua de Lazer e também na organização do bairro Esplanada, com foco em reduzir a poluição visual e melhorar a experiência no centro turístico. Já existe uma Secretaria de Mobilidade, e há um projeto em tramitação para a criação da Secretaria Municipal de Trânsito. Com a aprovação, será possível realizar concurso público para agentes de trânsito, contribuindo para a organização da cidade.

Ton Paulo – A senhora mencionou que apoia o nome do governador Daniel Vilela para a reeleição e o de Ronaldo Caiado para a presidência da República. Na sua opinião, qual é o diferencial de Caiado entre outros candidatos que devem se colocar como representantes da direita, especialmente na pauta da segurança?

O principal ponto são os resultados. Caiado tem números e resultados em várias áreas. Existe também essa comparação com outros nomes, como o de Flávio Bolsonaro, que carrega um sobrenome forte, mas isso, por si só, não é suficiente. Ter um nome conhecido não basta, é preciso apresentar trabalho, ideias e propostas. Essa é uma realidade para qualquer candidato.

No caso de Caiado, ele tem essa experiência e resultados para apresentar. Claro que também vai depender de como isso será comunicado, do trabalho da equipe e da forma de dialogar com diferentes públicos.

Ele destaca muito a experiência como diferencial. Outros nomes podem trazer uma renovação, um perfil mais jovem, o que também tem seu valor. Mas, no geral, é importante avaliar cada candidato pelo que apresenta, e não apenas pelo sobrenome ou pela ligação com outras lideranças.

Ton Paulo – A posição de vice na chapa com Daniel Vilela ainda é uma incógnita. Quem a senhora acha que seria ideal?

Pode ser uma mulher. Existem bons nomes. Fátima Gavioli, por exemplo, mesmo não sendo uma figura política tradicional, é técnica e competente. Há também a deputada federal Flávia Morais, além de outras deputadas estaduais. Magda Mofatto também é um nome muito competente, uma mulher empreendedora e capaz. Leda Borges igualmente é um bom nome.

Há várias opções qualificadas. A definição vai depender da articulação e da composição política.

João Paulo Alexandre – Queria que a senhora falasse também sobre outros projetos importantes do Executivo, que já estão na Câmara ou que ainda serão enviados.

A Câmara é muito parceira, tem as emendas impositivas. São cerca de dois milhões de reais por ano que precisam ser destinados para a Câmara, mas quem aplica esse recurso é o Executivo. Metade vai para a saúde e o restante para outras áreas, como o esporte, sempre com trabalho em conjunto.

Tem um projeto de algumas áreas públicas que precisam ser leiloadas, para viabilizar obras de asfalto, porque a Prefeitura não tem recurso para tudo, principalmente na região das 113 moradias.

Lá, onde o Caiado e o Daniel estão construindo 113 moradias, 49 já foram entregues e 64 já estão prontas, a custo zero. Rio Quente foi beneficiada, já que cidades do mesmo porte receberam bem menos. Isso também é resultado do trabalho do Alexandre Baldy, junto com o Pedro Sales, e da atuação da equipe dentro da Agehab.

Agora, vai ser construída uma creche, já com ordem de serviço, e a empreiteira já começou. Também vai ter a construção de uma unidade do Samu, por meio de emenda parlamentar em parceria com a Câmara, com investimento de cerca de 1,5 milhão de reais com recurso próprio. Essa obra precisa começar ainda este ano.

Tem também a sede do Conselho Tutelar, em parceria com a Agehab, que entra com cerca de 300 mil reais em materiais, enquanto o município entra com a mão de obra, também nesse valor. Rio Quente está avançando nessas áreas.

Prefeita de Rio Quente é entrevistada no Jornal Opção | Foto: Fábio Chagas/Jornal Opção

O post Ana Paula: “Antes, Rio Quente era tratado como quintal de Caldas Novas. Hoje, recebemos 3 milhões de turistas por ano” apareceu primeiro em Jornal Opção.




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